Quem já teve um AVC tem mais chances de sofrer outro?

Depende.

Os riscos de um AVC são divididos em duas categorias: riscos modificáveis e riscos não modificáveis (como a genética).

Podemos reduzir os riscos de um novo AVC através dessas atitudes “modificáveis”.

 

Como?

  • Controle: pressão arterial, colesterol e diabetes.
  • Evite: fumar, álcool, drogas e alimentos ricos em sal, açúcares e gorduras.

Terapia do riso pode ajudar no tratamento da dor

O estudo “Terapia do Humor: Aliviando a Dor Crônica e Aumentando a Felicidade para os Idosos”, mostrou que o humor pode ajudar a diminuir a sensação de dor.

 

Como foi o estudo?

Pesquisadores fizeram um estudo experimental com dois grupos de idosos que sofriam com dor crônica há mais de 3 meses, em uma casa de repouso.

Grupo 1 – Participou do programa “Terapia do Humor”.
Grupo 2 – Não participou (grupo de controle).

 

Como era o programa?

1 hora por semana, durante 8 semanas.

Os participantes faziam trabalhos com estímulos, como: livros e fotos engraçadas, piadas do dia, áudios e vídeos engraçados, desenhos animados, notícias engraçadas, reflexões…

Além disso, eram estimulados a priorizar o humor em suas vidas cotidianas, rindo e compartilhando as histórias engraçadas que vivenciara.

 

Depois do programa de terapia do riso:

Grupo 1 – Diminuição da dor e da percepção da solidão. Aumento significativo na felicidade e satisfação com a vida.
Grupo 2 – Não houve alterações significativas.

 

O que isso significa?

Rir, se divertir, assistir comédias, buscar o humor, pode ajudar como forma complementar no tratamento.

O estudo afirma que a “Terapia do Humor é uma intervenção não farmacológica eficaz!”.

Médicos e outros profissionais de saúde podem incorporar o humor, o riso e a alegria no cuidado com seus pacientes.

O que fazer em uma crise de Fibromialgia?

Uma crise de fibromialgia é um período de agravamento dos sintomas. A pessoa pode sentir:

  • Dor intensa
  • Fadiga intensa (cansaço)
  • Dificuldades de concentração
  • Problemas de memória
  • Distúrbios intestinais
  • Insônia

Esses períodos podem durar dias ou meses, e a pessoa pode sentir muita dificuldade em realizar tarefas do dia a dia.

Cada atividade demanda muita mais energia para uma pessoa em crise de fibromialgia do que para uma pessoa comum.

Quando a crise chegar, tente focar em lidar com ela da forma mais leve possível. Ou seja, acolha-se, respeite seu ritmo, não caia na cilada de se culpar!

Tratar-se com carinho e respeitar os limites do seu corpo são dicas fundamentais.

Movimente-se!

Muita gente acha que em uma crise de dor o ideal é ficar totalmente parado, mas isso traz o efeito contrário.

Atividades físicas leves ajudam a aliviar os sintomas a longo prazo. O ideal é conversar com seu médico para, juntos, decidirem a melhor opção para você.

Contar com a compreensão da rede de apoio, familiares e colegas de trabalho.

É essencial que as pessoas que convivem com o paciente de fibromialgia tenham consciência que esses períodos vão acontecer e que precisam ser acolhidos.

Dor Crônica após AVC

Já ouviu falar de dor crônica após AVC?

Alguns estudos apontam que 50% dos pacientes de AVC podem sofrer com síndromes dolorosas pós-AVC.

Porém, nem sempre essa dor tem a devida atenção: um estudo mostrou que 2/3 dos pacientes com dor central pós AVC tiveram tratamento inadequado da dor ou não foi prescrito nenhum tratamento.

E isso é muito sério!

A dor crônica após AVC é um preditor de suicídio. Ou seja, é urgente que os profissionais de saúde investiguem a fundo as dores dos pacientes que sofreram AVC.

Síndromes de dor pós-AVC mais comuns:

  • Dor central pós-AVC
  • Síndrome dolorosa complexa regional
  • Dor musculoesquelética, incluindo subluxação do ombro
  • Dor relacionada à espasticidade
  • Dor de cabeça pós-AVC

Fatores de risco para dor pós-AVC:

  • Risco aumenta com a idade do acidente vascular cerebral
  • Aumento do tônus muscular
  • Redução de movimentos das extremidades
  • Déficits sensoriais (alteração na sensação de tato, dor, temperatura…)
  • O AVC isquêmico é mais frequentemente associado à dor do acidente vascular cerebral hemorrágico

Desafios na identificação da dor pós-AVC:

O principal desafio é a dificuldade do paciente em relatar a dor.

Embora existam várias escalas de classificação para a dor, nenhuma é específica para a avaliação da dor pós-AVC.

Portanto, cabe co médico aplicar as técnicas que considerar mais adequadas para identificar a dor em cada paciente, nunca subestimando a potencial dor após AVC que pode estar acontecendo.

Há muito o que enfrentar, mas você não está sozinho!

 

📌 Referências:

“Post Stroke Pain: Identification, Assessment and Therapy”. HARRISON, R.; FIELD, T.; 2015.

Para mais informações sobre atendimento, entre em contato.