Em quais situações a infiltração pode fazer parte do tratamento da dor?

1. Dor há mais de 3 meses

Quando a dor se torna persistente, vale investigar se outras estratégias de tratamento podem ajudar.

Dependendo da causa da dor, a infiltração pode ser uma delas.

2. A dor impede você de evoluir na fisioterapia

Se você começa a melhorar, mas precisa interromper o tratamento porque a dor volta, talvez seja o momento de reavaliar a estratégia.

Em alguns casos, controlar a dor com uma infiltração permite que a reabilitação avance.

3. A dor acorda você durante a noite

Quando isso acontece, é um sinal de que ela merece uma avaliação mais detalhada para definir o melhor tratamento e buscar novas estratégias.

4. Você deixou de fazer atividades simples por conta da dor

Caminhar, dirigir, subir escadas ou brincar com os filhos…

Quando a dor começa a limitar sua rotina, é importante investigar quais opções de tratamento podem ajudar a melhorar a função. 

5. Usar analgésicos com frequência, mas o alívio é pequeno ou passageiro

Se os medicamentos já não trazem o resultado esperado, pode ser o momento de discutir outras possibilidades com seu médico. 

A infiltração pode ser uma delas, quando há indicação.

6. Vale lembrar: a infiltração não é indicada para toda dor.

Ela é indicada para situações específicas, após uma avaliação médica cuidadosa em consulta. 

Quando bem indicada, pode aliviar a dor, facilitar a reabilitação e ajudar o paciente a recuperar sua qualidade de vida e função.

O primeiro passo é entender a causa da dor. Depois, definir o tratamento mais adequado para o seu caso.

Para agendar sua consulta, entre em contato.



Importância da consulta antes do procedimento

Uma dúvida que chega muito aqui no consultório é: Doutora, eu posso agendar diretamente o procedimento pra dor, sem passar pela consulta?” 

Gente, eu entendo essa vontade, principalmente quando a dor tá incomodando muito e a pessoa quer aliviar logo essa dor. 

Mas tem um motivo muito importante para eu sempre começar pela consulta. 

É porque antes de indicar qualquer procedimento, eu preciso entender qual é a origem da dor, e a partir disso, avaliar qual estratégia é a melhor pra você. 

Porque nem toda dor precisa de procedimento, e nem todo procedimento é indicado para todos os pacientes. 

Durante a consulta eu avalio: seu histórico de saúde, os medicamentos que você toma, como é a sua dor; se tem alguma contra indicação pro seu caso; se vai ser necessário fazer algum preparo, por exemplo, se vai ser necessário suspender o uso de algum remédio pra gente fazer o procedimento; e é na consulta que a gente tira todas as dúvidas e alinha as expectativas do paciente em relação ao procedimento. 

Então, gente, a consulta não é uma etapa separada do tratamento. Na verdade, ela é uma parte super importante dele. 

É na consulta que eu consigo entender o seu quadro, e indicar o procedimento certo, para o paciente certo, com o máximo de segurança e a maior chance de alcançarmos um bom resultado.



Te desinfluenciando como médica da dor – segundo a ciência

1. Má postura não causa dor lombar

A ciência não encontrou evidências que a dor lombar é causada pela postura.

O que de fato ajuda é variar as posições ao longo do dia e manter-se ativo.

*Slater et al., Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy, 2019.

2. Nem sempre que dói, o melhor ficar em repouso

O repouso prolongado pode aumentar a perda de força e rigidez, causando mais dor.

Em alguns casos, ele é recomendado. Mas, o movimento  orientado por um profissional faz parte da maior parte dos tratamentos de dor.

* Diretrizes internacionais para dor lombar.

3. Dor crônica não é coisa da sua cabeça: é uma doença

Reconhecida pela Classificação Internacional de Doenças (CID-11).

E tem tratamento. 

4. Não é normal sentir dor “porque está envelhecendo”.

Dor merece investigação, sempre. Independente da idade. 

Tratar dor com ciência começa com uma pergunta simples:

Como a melhor evidência científica pode ajudar hoje a melhorar a sua dor?

Para agendar sua consulta, entre em contato.

A fisiatria me ensina a celebrar pequenas vitórias

É o paciente que voltou a dirigir.

Que conseguiu brincar com o filho.

Que hoje consegue andar um pouco mais do que ontem.

Que volta a dormir uma noite inteira.

Que consegue levantar da cadeira com menos dificuldade.

É uma dor que deixou de limitar

Que passa mais um dia sem precisar de analgésico.

Na medicina, muitas vezes buscamos respostas rápidas.

Na fisiatria, o progresso vale mais do que pressa.

Porque é ele que devolve a autonomia… e a liberdade.


A fisiatria é sobre processo e progresso.

Um passo após o outro, com foco em melhorar a autonomia, liberdade e qualidade de vida.

Para agendar sua consulta, entre em contato.

Coisas que eu aprendi sendo médica da dor no Rio de Janeiro

A primeira coisa é que a dor muda vidas, e impacta muito mais do que o corpo. 

Ela impacta os relacionamentos, a saúde mental, o trabalho, a autoestima, e praticamente todas as áreas da vida do paciente. 

Por isso a gente tem que olhar pro paciente de dor como um todo, porque a dor afeta como um todo. 

O segundo aprendizado é que a dor nem sempre aparece nos exames e isso costuma gerar angústia nos pacientes, principalmente aqueles que passam anos sem o diagnóstico correto, procurando a explicação e um tratamento efetivo para essa dor. 

A terceira coisa que eu aprendi é que não existe solução mágica para dor. Eu também gostaria que existisse, gente, mas não existe, e se alguém te prometer isso, desconfie.

Tratamento bom  pra dor é multidisciplinar, unindo estratégias e ajustando todo o estilo de vida do paciente. 

O quarto aprendizado é que dor é individual, ou seja, cada pessoa sente e vivencia a dor de uma forma diferente

E,  cada paciente também responde de forma diferente ao tratamento, e é por isso que ele precisa ser individualizado. 

Por último, que tratar a dor é tratar a pessoa, e não apenas o diagnóstico. 

Já me segue por aqui pra ficar por dentro do universo da dor crônica e da fisiatria descomplicada.


Fez de tudo e a dor não passa?

“Dra. já fiz de tudo! Várias sessões de fisioterapia, tomei diferentes medicamentos e a dor continua!”

Essa queixa é mais comum do que parece. 

Isso acontece porque a dor crônica é uma condição que precisa ser tratamento contínuo e integrado, que englobe todo o estilo de vida do paciente.

E além disso, existem estratégias de tratamento que podem ser exploradas quando tem indicação. 

Um exemplo é a toxina botulínica, que tem resultados excelentes no controle da dor. 

Ela ajuda a reduzir a atividade muscular excessiva que contribui para a dor. 

 

E um detalhe importante: não basta aplicar a medicação. É importante saber exatamente qual é a estrutura envolvida e aplicar com bastante precisão. 

Por isso aplico com ultrassom na aplicação, para visualizar a anatomia em tempo real e fazer uma aplicação mais precisa.  

Muitas vezes o paciente chega acreditando que já tentou tudo, mas descobre que ainda existiam opções que apenas não haviam sido avaliadas adequadamente.

Se você convive com dor há meses ou anos, procure uma avaliação de um especialista em dor. Seu caso merece ser investigado.

Para mais informações e agendamento, entre em contato.