Como entendemos um quadro de dor?

Já sabemos que a dor é multifatorial, ou seja, é provocada por uma série de fatores que, juntos, montam um quadro muito únicos para cada paciente.

O fisiatra é o médico especializado em montar um plano de tratamento que aborde todas essas áreas, faz os ajustes necessários e acompanha a evolução do paciente.

Juntando as pecinhas, montamos o quebra-cabeça único de cada quadro de dor e o tratamento adequado.

  1. fisioterapeuta
  2. medicamentos
  3. procedimentos
  4. higiene do sono
  5. mudanças no estilo de vida
  6. terapia cognitivo comportamental
  7. autocompaixão
  8. aprender a colocar limites

Além disso, utilizo em consultório várias ferramentas e procedimentos para alívio da dor e melhora do movimento, como:

  1. aplicação de toxina botulínica para espasticidade
  2. infiltração de medicamentos para dor
  3. bloqueio nervo occipital
  4. bloqueio facetário

Viver co mais qualidade de vida e menos do é possível!

O que é autocompaixão na dor crônica e o que não é

É autocompaixão:

  • priorizar o seu bem estar
  • executar o tratamento de forma comprometida
  • focar no processo e não nos resultados
  • trabalhar a aceitação
  • permitir-se descansar
  • dar pequenos passos para seus objetivos pessoais
  • viver o momento presente
  • afastar-se de pessoas e ambientes tóxicos
  • cuidar do seu ambiente para que seu espaço te dê paz
  • cultivar novos sonhos

Não é autocompaixão:

  • render-se à não aceitação
  • deixar de ir a lugares que te fazem bem
  • se sobrecarregar
  • deixar o medo das crises te paralisar
  • ser refém das comparações
  • rigidez
  • focar no passado
  • tentar suprir e dar conta de tudo, mesmo com dor
  • dizer sim quando quer dizer não
  • deixar de fazer coisas que te dão prazer

Comece a se priorizar!

Por que o exercício ajuda no controle da dor?

Quando falamos de exercício físico para o controle da dor, muita gente pensa que é devido ao fortalecimento dos músculos. Mas não é só isso: o exercício funciona como um analgésico para a dor.

Como funciona?

O sistema nervoso é “neuroplástico”, o que significa que as alterações que ocorrem no estado de dor crônica podem ser revertidas.

Vários estudos têm demonstrado que o exercício melhora a dor mesmo na ausência de melhoras da força, flexibilidade ou resistência.

Ou seja, ao fazer atividade física não trabalhamos apenas o fortalecimento muscular isolado dos músculos dolorosos. Trabalhamos o efeito analgésico que o exercício proporciona ao corpo.

Ao utilizarmos o exercício como analgésico, a plasticidade cerebral relacionada à dor crônica é modificada.

Alguns estudos já mostram que o exercício não precisa ser focado no local da dor, já que seu efeito é sistêmico e atua no corpo inteiro.

O exercício feito na parte não dolorosa do corpo pode ter efeitos analgésicos sobre a parte dolorosa, já que os mecanismos da dor crônica vão além de um único ponto local.

Então, uma pessoa com dor crônica no ombro, por exemplo, pode exercitar as pernas e poderá ter os benefícios das substâncias liberadas na atividade física sentidos, inclusive, no alívio da dor no ombro.

Por que isso acontece?

Existem várias teorias. Uma delas é sobre a atuação da atividade física nos neurotransmissores.

Por exemplo, o exercício aumenta a liberação de serotonina, que promove analgesia e ativa uma via inibitória de dor.

Também pode influenciar outros neurotransmissores, como a dopamina e noradrenalina, aliviando a sensação de dor.

Além disso, já temos evidências de que as alterações moleculares e celulares na coluna vertebral e cérebro no estado de dor crônica podem ser revertidas com exercício.

Ou seja, não faltam motivos e evidências científicas para pessoas que convivem com dor fazerem atividade física.

Mas, lembre-se de que qualquer exercício deve ser supervisionado por um educador físico especializado e acompanhado pelo seu fisiatra.