Dor boa e dor ruim no exercício

Já ouviu aquela frase “no pain, no gain”? Em português seria “sem dor, sem ganho”, quer dizer que se você faz exercício físico e não sente dor, ele não fez efeito.
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👉 Mas será que essa frase é verdade? Até certo ponto, sim.
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Quando nos exercitamos, estressamos os músculos e cada vez que eles se recuperam, nossa força e resistência aumentam. Isso pode envolver dor em algum nível.
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👉 Como saber se a dor é parte desse processo ou se é mais grave que o normal?
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“Dor boa” é a dor muscular, aquela sensação de queimação durante um exercício.
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Outra “dor boa” é a dor muscular tardia, ela pode surgir até no dia seguinte ao treino. Ela é muito comum quando experimentamos um exercício novo ou assim que aumentamos a carga.
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Por outro lado, pode ser uma “dor ruim” se ela está associada a algum desses fatores:
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🔹 febre
🔹 inchaço ou hematoma
🔹 impede totalmente a movimentação
🔹 é em um lugar que já passou por lesão
🔹 dor intensa que causa náusea e/ou vômito
🔹 dor constante e vai aumentando de intensidade
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👉 Se mesmo depois de rever seu treino com um educador físico a “dor ruim” continuar, o ideal é procurar um especialista em medicina do exercício.

O exercício no tratamento de dores crônicas

Você que convive com dor crônica, pratica exercício físico com frequência?

👉 A dor crônica pode ter muitos impactos para a qualidade de vida, como incapacidade funcional e até danos emocionais.

O exercício físico é recomendado para a maioria dos pacientes com dor crônica, considerando o objetivo no tratamento de cada um.

Algumas dos benefícios são:

🔹 relaxar regiões tensas
🔹 reduzir edemas e inflamações
🔹 melhorar a circulação
🔹 favorecer o alívio da dor
🔹 recuperar ou manter a mobilidade

Quando direcionado de forma personalizada, também pode ajudar a diminuir a sensibilidade de áreas dolorosas.

👉 É fundamental que o exercício esteja de acordo com o tratamento de cada paciente e que seja feito com acompanhamento de um profissional da educação física.

Dicas para amenizar a dor lombar

A dor lombar (lombalgia) é uma das causas mais comuns de faltas no trabalho e pode atrapalhar até as tarefas mais simples do dia a dia.
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Existem alguns cuidados que podem ajudar a amenizar a dor lombar:
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🔹 usar um colchão adequado pro seu peso
🔹 evitar carregar bolsas e mochilas pesadas demais
🔹 evitar usar salto muito alto e/ou por muito tempo
🔹 evitar ficar muito tempo na mesma posição
🔹 colocar intervalos entre as tarefas domésticas
🔹 praticar exercício físico regularmente
🔹 tentar manter o peso corporal adequado
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👉 Dependendo dos fatores que desencadeiam a dor lombar em cada paciente, damos outras orientações, como usar vassouras com cabos mais longos.

A dor crônica afeta sua família?

Se você convive com a dor crônica, sabe que ela afeta as relações com pessoas próximas. 👨‍👩‍👧‍👦
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Você já sentiu perda de apetite devido à dor e recusou um prato que alguém cozinhou com todo carinho?
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Ou não se sentiu confortável de ir ao aniversário de alguém querido?
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👉 A dor crônica não é um fator isolado, ela está presente em todos os aspectos da vida.
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Por isso o tratamento também deve envolver tudo que faz parte da vida do paciente!
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✨ Como fisiatra, é muito importante orientar os familiares de que TODA DOR É REAL e que o apoio da família é fundamental para que o paciente se sinta mais seguro e acolhido!