Praia faz bem ou mal para quem convive com dor crônica?

O calor pode influenciar a dor ao promover vasodilatação e aumento do relaxamento muscular.

Isso pode aliviar a dor em alguns quadros e piorar em outros.

Em pessoas com dor inflamatória ativa ou edema importante, o calor excessivo pode intensificar os sintomas.

Além disso, a desidratação, comum em dias de praia, pode contribuir para:

  • fadiga
  • piora da dor muscular
  • aumento a sensibilidade dolorosa

 

O esforço físico associado à praia, como longas caminhadas na areia e carregar peso, também pode impactar quadros de dor.

Em contrapartida, o relaxamento de um dia de praia e tempo de qualidade podem trazer bem estar e alívio aos sintomas.

Por isso, a recomendação não é evitar sol e praia, mas adequar essas atividades ao tipo de dor, ao momento do tratamento e às orientações médicas recebidas.

Tudo com muito bom senso, como sempre falo por aqui.

Você costuma sentir alívio ou piora da dor após um dia de praia?



Viscossuplementação para dor nas articulações

Viscossuplementação nada mais é que um tratamento para artrose que consiste na aplicação de ácido hialurônico dentro das articulações danificadas.

Ele também pode ajudar a inibir inflamações e degradações das fibras de colágeno.

O ácido hialurônico funciona como um amortecedor natural, lubrificando a articulação e diminuindo o atrito das juntas.

Além de aliviar a dor, pesquisas apontam que ele ajuda a prevenir a evolução da artrose. 

Quando técnicas de tratamento menos invasivas não funcionam tão bem, a viscossuplementação pode ser uma opção.

A frequência do tratamento varia de acordo com o caso do paciente, geralmente é preciso repor de uma a duas vezes por ano.

A artrose é uma condição crônica que pode levar a perda de cartilagem na articulação, dor persistente e perda de função.

Referências:

“Intra-articular hyaluronic acid in the treatment of knee osteoarthritis: a Canadian evidence-based perspective”. BHANDARI, M. et al. 2017. National Center of Biotechnology Information.

“Intra-articular viscosupplementation of hyaluronic acids in an experimental osteoarthritis model”. OLIVEIRA, M.et al. 2018. Revista Brasileira de Ortopedia. ISSN 0102-3616.

 

Mindfulness para dor crônica

Se você convive com a dor crônica, é primordial olhar para o seu estilo de vida.

A dor é multifatorial, ou seja, pode ser provocada por diversos fatores diferentes e complementares. Portanto, nossa estratégia de enfrentamento também precisa ser multifatorial.

Por isso, para tratar a dor crônica, precisamos falar sobre um estilo de vida focado no seu bem estar.

É comprovado: quando você está fazendo algo que gosta, a tendência do cérebro é desfocar da dor e focar no prazer.

As técnicas de mindfulness (atenção plena no momento presente), por exemplo, trabalham a satisfação no aqui e agora.

Faça este exercício agora:
Feche seus olhos e preste atenção no barulho à sua volta.
Escute com atenção os sons que você não percebe normalmente. o cachorro latindo longe, o garfo tocando em um prato distante, a conversa abafada há alguns metros. Agora perceba como a única coisa permanente é o silêncio.
Os sons vêm e vão, passam, e o silêncio sempre retorna. Escute o silêncio. Agradeça pelo dom da escuta, pelo presente que é estar presente.

 

Este é um exemplo de exercício de mindfulness que trabalha a percepção do aqui e agora e é uma das estratégias comprovadas na redução da sensação de dor.

Se você gostou da experiência, vai gostar do livro “Atenção Plena”, de Mark Willians. É uma excelente indicação para trabalhar esta técnica no su cotidiano.

Terapia do riso pode ajudar no tratamento da dor

O estudo “Terapia do Humor: Aliviando a Dor Crônica e Aumentando a Felicidade para os Idosos”, mostrou que o humor pode ajudar a diminuir a sensação de dor.

 

Como foi o estudo?

Pesquisadores fizeram um estudo experimental com dois grupos de idosos que sofriam com dor crônica há mais de 3 meses, em uma casa de repouso.

Grupo 1 – Participou do programa “Terapia do Humor”.
Grupo 2 – Não participou (grupo de controle).

 

Como era o programa?

1 hora por semana, durante 8 semanas.

Os participantes faziam trabalhos com estímulos, como: livros e fotos engraçadas, piadas do dia, áudios e vídeos engraçados, desenhos animados, notícias engraçadas, reflexões…

Além disso, eram estimulados a priorizar o humor em suas vidas cotidianas, rindo e compartilhando as histórias engraçadas que vivenciara.

 

Depois do programa de terapia do riso:

Grupo 1 – Diminuição da dor e da percepção da solidão. Aumento significativo na felicidade e satisfação com a vida.
Grupo 2 – Não houve alterações significativas.

 

O que isso significa?

Rir, se divertir, assistir comédias, buscar o humor, pode ajudar como forma complementar no tratamento.

O estudo afirma que a “Terapia do Humor é uma intervenção não farmacológica eficaz!”.

Médicos e outros profissionais de saúde podem incorporar o humor, o riso e a alegria no cuidado com seus pacientes.

Hérnia de disco pode deixar paraplégico?

Já perdi as contas de quantos pacientes chegam ao consultório com medo de ficarem paraplégicos por conta de uma hérnia de disco.

São casos RAROS, mas podem acontecer. Geralmente acontece com hérnias de disco CAUSADAS POR TRAUMAS, como quedas ou acidentes, que podem causar uma compressão importante da medula.

👉 E existem casos em que pacientes com uma hérnia “clássica” (que não foi causada por um trauma) ficaram paraplégicos?

SIM! Embora extremamente raro, pode acontecer.

Um exemplo é o relato de caso do estudo “Sudden Paraplegia Caused by Nontraumatic Cervical Disc Rupture: A Case Report”, em que uma paciente de 38 anos apresentou paraplegia “de repente”, assistindo televisão, sem ter sofrido nenhum trauma anterior.

Nesses casos, podem acontecer rupturas do disco cervical, torácica ou lombar. E essas rupturas podem comprimir a medula de forma aguda e importante, podendo deixar o paciente paraplégico.

👉 Mas vale ressaltar que a paraplegia de início súbito não traumático devido à hérnia de disco cervical é MUITO RARA. Para se ter uma noção, até a data em que este estudo foi publicado, apenas 10 casos tinham sido relatados na literatura.

📌 Referências:

“Sudden Paraplegia Caused by Nontraumatic Cervical Disc Rupture: A Case Report”. Publicado em: Korean Journal of Spine. Autores: Sung Min Kim, Byeong Sam Choi, and Sungjoon Lee. Fonte: US US National Library of Medicine National Institutes of Health | National Center for Biotechnology Information (NCBI).