mar 31, 2026 | Dor Crônica, Fisiatria |
Nem toda dor é inflamatória ou muscular.
Algumas dores têm origem no sistema nervoso.
Na neuralgia do trigêmeo, o nervo responsável pela sensibilidade da face passa a transmitir sinais de dor de forma inadequada.
O problema ocorre na condução do estímulo nervoso.
Por que isso acontece?
Essa alteração na transmissão da dor pode ocorrer por mudanças na estrutura do nervo (como alteração na bainha do nervo), compressão ao longo do tempo (como o contato anormal e contínuo entre um vaso sanguíneo e o nervo) ou aumento da sua sensibilidade.
Quando o nervo passa a responder de forma exagerada, estímulos leves tornam-se dolorosos, mesmo sem inflamação local.
O nível de dor é muito intenso.
Os pacientes relatam dor severa a estímulos leves, como escovar os dentes ou até mesmo a brisa leve batendo na face.
Por ser causada pelo nervo, essa dor costuma não responder a analgésicos e exige uma abordagem diferente e especializada.
Qual o tratamento?
O tratamento busca intervir nos mecanismos da dor, reduzindo a excitabilidade do nervo e modulando a forma como o sinal doloroso é transmitido.
A escolha da estratégia depende da intensidade e padrão da dor, da resposta aos tratamentos prévios e condições clínicas de cada paciente.
Não existe uma única conduta para todos.
Na neuralgia do trigêmeo, buscamos mais do que tratar o sintoma, mas compreender e intervir no mecanismo da dor.
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mar 25, 2026 | Dor Crônica, Estudos, Fisiatria |
O calor pode influenciar a dor ao promover vasodilatação e aumento do relaxamento muscular.
Isso pode aliviar a dor em alguns quadros e piorar em outros.
Em pessoas com dor inflamatória ativa ou edema importante, o calor excessivo pode intensificar os sintomas.
Além disso, a desidratação, comum em dias de praia, pode contribuir para:
- fadiga
- piora da dor muscular
- aumento a sensibilidade dolorosa
O esforço físico associado à praia, como longas caminhadas na areia e carregar peso, também pode impactar quadros de dor.
Em contrapartida, o relaxamento de um dia de praia e tempo de qualidade podem trazer bem estar e alívio aos sintomas.
Por isso, a recomendação não é evitar sol e praia, mas adequar essas atividades ao tipo de dor, ao momento do tratamento e às orientações médicas recebidas.
Tudo com muito bom senso, como sempre falo por aqui.
Você costuma sentir alívio ou piora da dor após um dia de praia?
mar 23, 2026 | Dor Crônica, Fibromialgia, Fisiatria |
Exames de imagem são ferramentas importantes na medicina, mas quando falamos de dor, existem muitos mitos relacionados a eles, porque os exames, muitas vezes, não explicam a dor.
É comum pessoas com dor crônica não terem alterações nos exames de imagem que justifiquem a dor.
Isso acontece porque nem toda dor é relacionada a lesões: a dor muitas vezes, é provocada por alterações no sistema nervoso ou causas multifatoriais que não aparecem nos exames.
Por isso, dor crônica não pode ser interpretada apenas a partir de exame de imagem.
A avaliação clínica, a história do paciente, exame físico e compreensão do mecanismo da dor continua sendo central na condução do tratamento.
Os exames de imagem auxiliam quando:
- ajudam a esclarecer diagnósticos específicos
- orientam decisões terapêuticas
- ajudam a excluir determinadas condições
Mas, quando falamos de procedimentos para tratar a dor, a imagem passa a ter um papel diferente: o de orientar com precisão o procedimento.
O ultrassom, por exemplo, permite visualizar estruturas em tempo real e aumentar a segurança e a precisão de alguns procedimentos.
Resumo: na dor crônica, a imagem tem papel complementar dentro de uma avaliação clínica cuidadosa, e papel central quando o assunto é precisão em procedimentos.
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mar 19, 2026 | Dor Crônica, Fisiatria |
A dor resulta da interação entre o estímulo e a forma como o sistema nervoso o processa.
Estímulo ➔ Cérebro
Por isso, o mesmo estímulo pode gerar experiências de dor diferentes em pessoas diferentes.
Alguns fatores podem influenciar diretamente essa variabilidade da dor:
- sono
- estressa
- inflamação
- experiências dolorosas prévias
Menos sono:
- maior excitabilidade do sistema nervoso
- menor tolerância à dor
Estresse constante:
- ativação contínua do sistema nervoso
- amplificação da resposta dolorosa
Processos inflamatórios:
- sensibilização d
- as terminações nervosas
- aumento da percepção dolorosa
Compreender essas diferenças permite uma abordagem mais individualizada no tratamento da dor, levando em conta todos os fatores que envolvem a experiência e a história do paciente.
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mar 18, 2026 | Dor Crônica, Fisiatria |
Essa é uma dúvida muito comum, e a resposta é: pode acontecer, sim.
O que acontece: o herpes-zóster não afeta só a pele. O vírus atinge o nervo.
A pele pode cicatrizar relativamente rápido, mas o nervo pode permanecer inflamado por mais tempo, o que prolonga a dor.
Por isso, mesmo com a lesão já fechada, a dor pode estar ali. Também pode mudar de intensidade ou de característica, porque é a ação do nervo provocando essa dor.
Quando o tratamento é iniciado precocemente, a chance dessa dor se prolongar diminui significativamente.
Dor que persiste após o herpes-zóster precisa ser tratada.
Conte comigo para te auxiliar neste processo.
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