Estresse x Dor

Estresse tem muito mais a ver com dor do que parece.

Quando você vive em estado de tensão, o corpo também entra em alerta. 

Os músculos ficam mais contraídos, a respiração muda e o sistema nervoso se torna mais sensível.

Isso faz com que dores apareçam com mais facilidade, maior duração e frequência. 

A própria contração muscular que acontece quando estamos tensos já causa dor, muito comum no trapézio, pescoço e ombros, por exemplo. 

Por isso, tratar dor não é olhar só para o local que dói. 

É entender que todo o seu estilo de vida contribui para uma vida com mais ou menos dor.

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5 coisas que quem está em reabilitação NÃO deve fazer

  1. ignorar dor persistente achando que é normal.
  2. copiar exercícios e indicações da internet ou de outras pessoas.
  3. pular etapas por ansiedade de melhorar logo.
  4. não ter um plano de tratamento feito por um médico especialista. O fisiatra é o médico especializado em reabilitação e dor, criando um plano multidisciplinar que olha o paciente como um todo, incluindo o seu estilo de vida, rede de apoio, procedimentos e estratégias terapêuticas.
  5. comparar a realidade atual, em reabilitação, com a realidade de antes. O fator emocional pode ser um aliado ou um sabotador do processo. Jogue do seu próprio lado. 

Reabilitação precisa de estratégia, acompanhamento e paciência. Pular etapas pode custar mais tempo e energia depois.

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Vou viajar em breve. Ainda dá tempo de fazer procedimentos para dor?

Em muitos casos, sim, ainda dá tempo, desde que o procedimento seja bem indicado.

Dependendo da causa da dor, podemos lançar mão de infiltrações, bloqueios ou toxina botulínica, que ajudam a reduzir dor e inflamação, provocando alívio prolongado.

Esses procedimentos, quando são guiados por ultrassom, permitem visualizar exatamente o local tratado, aumentando a precisão, a segurança e a chance de bons resultados.

Mas cada caso precisa ser avaliado individualmente.

Nem toda dor pede procedimento, e a indicação certa faz toda a diferença. Além disso, é indicado fazer com alguns dias antes da viagem, para garantir que você vá viajar sem nenhum desconforto.

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Dor no fim do treino?

Musculação, surfe, corrida… e aquela dor que sempre aparece no fim do treino.

Se, ao fazer uma atividade física o seu ombro trava, o joelho dói ou a lombar reclama… é um sinal de alerta.

Uma dor local e repetida pode ser um sinal de que algo precisa ser investigado com mais profundidade.

No consultório, observo muitos pacientes que treinaram por anos com dor sem saber o que realmente estava acontecendo (o que pode intensificar o problema).

A dor é um tipo de comunicação do corpo. Você tem escutado o seu?

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Acordar com dor. Dormir com dor. E ninguém entender como isso desgasta.

Tentar de tudo: remédios, fisioterapia, profissionais renomados, repouso e atividade… e nada trazer alívio.

Você convive com dor há tanto tempo que ela virou parte do seu dia a dia?

Já atendi tantos pacientes com esta mesma queixa! Que sentem dor há anos e seguem ouvindo que este é o normal.

Que é pra acostumar. “Todo mundo com dor crônica sente isso”.

Mas eu, como médica fisiatra, questiono: será que precisa mesmo ser assim?

Existem abordagens diferentes para cuidar da dor.

Através da escuta, exame físico, tecnologia e técnica, é possível montar um plano de tratamento que não apenas acolha quem sente dor, mas que ajude a alcançar objetivos claros, bem definidos em consultório.

Não é que você está exagerando. Você não foi escutado da forma certa ainda.

Só entende a dor, quem sente.

Toda dor merece ser ouvida e tratada com acolhimento e técnica.

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