Já perdi as contas de quantos pacientes chegam ao consultório com medo de ficarem paraplégicos por conta de uma hérnia de disco.
São casos RAROS, mas podem acontecer. Geralmente acontece com hérnias de disco CAUSADAS POR TRAUMAS, como quedas ou acidentes, que podem causar uma compressão importante da medula.
👉 E existem casos em que pacientes com uma hérnia “clássica” (que não foi causada por um trauma) ficaram paraplégicos?
SIM! Embora extremamente raro, pode acontecer.
Um exemplo é o relato de caso do estudo “Sudden Paraplegia Caused by Nontraumatic Cervical Disc Rupture: A Case Report”, em que uma paciente de 38 anos apresentou paraplegia “de repente”, assistindo televisão, sem ter sofrido nenhum trauma anterior.
Nesses casos, podem acontecer rupturas do disco cervical, torácica ou lombar. E essas rupturas podem comprimir a medula de forma aguda e importante, podendo deixar o paciente paraplégico.
👉 Mas vale ressaltar que a paraplegia de início súbito não traumático devido à hérnia de disco cervical é MUITO RARA. Para se ter uma noção, até a data em que este estudo foi publicado, apenas 10 casos tinham sido relatados na literatura.
📌 Referências:
“Sudden Paraplegia Caused by Nontraumatic Cervical Disc Rupture: A Case Report”. Publicado em: Korean Journal of Spine. Autores: Sung Min Kim, Byeong Sam Choi, and Sungjoon Lee. Fonte: US US National Library of Medicine National Institutes of Health | National Center for Biotechnology Information (NCBI).
1. Compressas de água morna ou um adesivo térmico no local dolorido podem ajudar a diminuir a sensação de dor.
2. Movimente-se com cautela. Faça repouso relativo, ou seja, evite atividades pesadas que exijam muito esforço.
Mas, mexa-se! Movimentar o corpo devagar de um lado para o outro pode ajudar a diminuir a sensação de musculatura “travada”.
3. Massagear o local pode ajudar muito! Você mesmo pode fazer uma automassagem.
4. E antes de qualquer coisa, procure o médico. Além de receitar medicamentos que ajudam a aliviar a dor, ele irá fazer o diagnóstico correto e prescrever o melhor tratamento para você.
O post de hoje é para quem cuida de uma pessoa que sofreu um AVC. São 15 dicas inspiradas no documento da American Stroke Association.
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Envie esse post para aquela pessoa que precisa ler essas dicas.
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📌 Referência: https://www.stroke.org/en/help-and-support/for-family-caregivers/15-things-caregivers-should-know-after-a-loved-one-has-had-a-stroke
Nem toda dor é causada por outra doença: muitas vezes a própria dor É a doença! (Dor Crônica é uma doença reconhecida pelo Código Internacional de Doenças).
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👉 O que acontece: o sistema nervoso central e/ou periférico da pessoa pode estar com algum desequilíbrio, e isso altera a percepção da dor, fazendo com que a pessoa sinta dor crônica sem que tenha uma lesão ou outras doenças associadas.
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Muitos pacientes sofrem com isso pois, como não há exames que detectam a dor crônica (o diagnóstico é clínico, seguindo diversos protocolos), parentes, familiares e colegas de trabalho frequentemente alegam que essa dor “é coisa da cabeça da pessoa”.
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E isso nada mais é do que um grande desconhecimento do que é a dor crônica.
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👉 Você já passou por isso? Deixe suas dúvidas sobre o assunto nos comentários!
Slow Medicine é uma filosofia de prática médica, ou seja, uma forma de ver e praticar a medicina.
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👉 Ela busca oferecer o melhor cuidado ao paciente, baseando-se em:
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🔹 As melhores evidências científicas
🔹 Foco no paciente e em seus valores
🔹 Decisões ponderadas e cautelosas, e sempre que possível, compartilhadas
🔹 Buscando um cuidado que busque a tecnologia apropriada à singularidade de cada paciente
🔹 Tem a premissa que nem sempre fazer mais significa fazer o melhor.
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Existem alguns princípios básicos dessa prática, e trouxe 4 deles no post de hoje. Quer saber mais sobre a slow medicine? Deixe suas dúvidas nos comentários.
Você já chegou no médico com a queixa de dor crônica, ele te receitou um antidepressivo e você achou super estranho?
Pois saiba que o antidepressivo pode, sim, ajudar a tratar determinados tipos de dores, e eu te explico como funciona.
👉 Para começar, nem todo antidepressivo é igual. Existem diferentes tipos que agem de formas distintas.
👉 Para a dor, usamos alguns tipos de antidepressivos que inibem a recaptação de substancias que agem no sistema nervoso central e diminuem a sensação de dor (norepinefrina e serotonina).
Ou seja, esses remédios ajudam na modulação da dor.
Geralmente, a dosagem para tratar depressão é maior do que a dosagem do que para tratar a dor.
⚠ MAS ATENÇÃO: o médico deve te avaliar como um todo e apresentar sugestões além dos remédios para tratar sua dor.
Afinal, o tratamento para dor crônica é multidisciplinar, ou seja, envolve atitudes em diferentes áreas da sua vida, não apenas tomar determinado medicamento.
Exemplos de dores que podem ser tratadas com antidepressivos: dor neuropática, dor de lesão de nervo, fibromialgia, entre outras.
📌 Referências:
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“Duloxetine for treating painful neuropathy , chronic pain or fibromyalgia”. Lunn MP, Hughes RA, Wiffen PJ. Cochrane Database Syst Rev. 2014 Jan 3;(1):CD007115. doi: 10.1002/14651858.CD007115.pub3. PMID: 385423.
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“Amitriptyline for neuropathic pain in adults”. Moore RA, Derry S, Aldington D, Cole P, Wiffen PJ. Cochrane Database Syst Rev. 2015 Jul 6;2015(7):CD008242. doi: 10.1002/14651858.CD008242.pub3. PMID: 26146793; PMCID: PMC6447238.
Já ouviu aquela frase “no pain, no gain”? Em português seria “sem dor, sem ganho”, quer dizer que se você faz exercício físico e não sente dor, ele não fez efeito. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ 👉 Mas será que essa frase é verdade? Até certo ponto, sim. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Quando nos exercitamos, estressamos os músculos e cada vez que eles se recuperam, nossa força e resistência aumentam. Isso pode envolver dor em algum nível. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ 👉 Como saber se a dor é parte desse processo ou se é mais grave que o normal? ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ “Dor boa” é a dor muscular, aquela sensação de queimação durante um exercício. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Outra “dor boa” é a dor muscular tardia, ela pode surgir até no dia seguinte ao treino. Ela é muito comum quando experimentamos um exercício novo ou assim que aumentamos a carga. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Por outro lado, pode ser uma “dor ruim” se ela está associada a algum desses fatores: ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ 🔹 febre 🔹 inchaço ou hematoma 🔹 impede totalmente a movimentação 🔹 é em um lugar que já passou por lesão 🔹 dor intensa que causa náusea e/ou vômito 🔹 dor constante e vai aumentando de intensidade ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ 👉 Se mesmo depois de rever seu treino com um educador físico a “dor ruim” continuar, o ideal é procurar um especialista em medicina do exercício.
Você que convive com dor crônica, pratica exercício físico com frequência?
👉 A dor crônica pode ter muitos impactos para a qualidade de vida, como incapacidade funcional e até danos emocionais.
O exercício físico é recomendado para a maioria dos pacientes com dor crônica, considerando o objetivo no tratamento de cada um.
Algumas dos benefícios são:
🔹 relaxar regiões tensas 🔹 reduzir edemas e inflamações 🔹 melhorar a circulação 🔹 favorecer o alívio da dor 🔹 recuperar ou manter a mobilidade
Quando direcionado de forma personalizada, também pode ajudar a diminuir a sensibilidade de áreas dolorosas.
👉 É fundamental que o exercício esteja de acordo com o tratamento de cada paciente e que seja feito com acompanhamento de um profissional da educação física.