maio 23, 2023 | Dor Crônica, Fisiatria |
Ao tomar um remédio (ou qualquer outra droga) pela primeira vez, determinado efeito é provocado no seu corpo.
Mas, depois de usar várias vezes a mesma droga, seu organismo pode desenvolver tolerância ao medicamento.
E isso significa que será necessária uma dose maior para produzir o mesmo efeito inicial. E nem sempre é possível atingi-lo.
Por isso, para tratar a dor crônica é fundamental o acompanhamento com médico, para manejo dos remédios e das ações terapêuticas que controlam a dor.
maio 17, 2023 | Fisiatria, Reabilitação |
A resposta é: depende!
Vou te explicar o porquê.
A dor crônica é uma doença crônica como qualquer outra, por exemplo, diabetes ou hipertensão.
Então é possível que uma pessoa com dor crônica precisa utilizar medicação pela vida toda ou por um longo período.
Mas também é possível que uma pessoa que adere ao tratamento e muda hábitos que, comprovadamente, influenciam a dor, consiga utilizar uma dosagem muito menor de medicação, ou até mesmo consiga ficar sem.
O medicamento é manjado nas consultas de acordo com a evolução do paciente.
Então, quando o paciente pergunta: Dra., até quando vou usar este remédio?
A resposta é: Até a próxima consulta.
maio 5, 2023 | Dor Crônica, Fisiatria |
Por que a dor é multidimensional. E o remédio atua em apenas uma parte.
Precisamos ter o complemento do tratamento, abordando outras áreas, como:
- manejo do estresse
- entendimento sobre sua dor
- prática de exercícios físicos
- melhora da qualidade do sono
- melhora da alimentação
- manutenção do peso
Dificilmente só o remédio vai resolver a dor. É necessários um olhar 360°, com diferentes estratégias para ter uma efetividade no tratamento.
E, ainda assim, não dá para garantir que a pessoa vai ficar 100% sem dor – para vocês terem noção de como a dor é multidimensional e complexa.
mar 2, 2023 | Dor Crônica, Fisiatria |
Já recebi diversos pacientes em consultório que passaram por uma situação em que foram avaliados por médicos que fizeram diversos exames, não encontraram lesões e, portanto, invalidaram a dor do paciente.
Para estes pacientes, tento explicar o seguinte:
Dor não é igual a lesão.
Não necessariamente vamos achar uma lesão que justifique a dor.
Dor é uma resposta do cérebro algum estímulo. E esse estímulo pode estar vindo de uma lesão ou não.
O ponto não é o estímulo em si, mas como o cérebro o interpreta.
E o que acontece com os pacientes com dor crônica é que eles recebem estímulos e o cérebro interpreta como dor, mesmo que seja um estímulo não doloroso.
Não deixe que invalidem a dor que você está sentindo. Só você sabe o que está passando. Procura profissionais que acolham suas necessidades com o devido cuidado.
jan 11, 2023 | Emoções do paciente, Empatia, Fisiatria |
A dor nunca é isolada, é sempre resultado de uma série de fatores, como “pecinhas” de um quebra-cabeça, que vamos montando até entender o quadro geral.
É por isso que um desentendimento no trabalho ou uma briga com o marido podem contribuir para o aumento da dor. Não por ser a causa em si, mas pode ser uma das pecinhas importantes desse quebra-cabeça.
O “quebra-cabeça” da dor e incapacidade
Saber como é o dia a dia do paciente, se a sua casa tem ou não escada e sua relação com os colegas de trabalho são alguns exemplos de informações valiosas para o trabalho do fisiatra.
Isso por que o fisiatra avalia a pessoa como um todo, já que vários aspectos influenciam na sensação de dor, na funcionalidade e na qualidade de vida do paciente.
É nosso papel tentar entender as “pecinhas” do quebra-cabeça daquela pessoa que podem estar contribuindo para o aumento da dor e diminuindo a função.
Além disso, o fisiatra tem a visão de avaliar e melhorar a função da pessoa.
Ajude a melhorar mais vidas! Envie para quem precisa ler esse conteúdo!