Tipo de dor lombar e o que pode ser

A dor lombar é uma das dores mais comuns, afetando grande parte da população!

Mas, a dor que você sente, mesmo que seja no mesmo lugar que o seu vizinho ou amigo sentiu, pode ser que tenha causas diferentes.

Algumas causas podem ser associadas à dor. Mas atenção: nem todas as pessoas que têm essas alterações sentem dor lombar. Porém, no caso das pessoas que possuem essas alterações e estão com dor, pode ser que estas sejam as causas.

E quais são essas alterações?

  • hérnia de disco
  • artrose da faceta
  • ruptura de ângulo de disco
  • síndrome dolorosa miofascial
  • compressão do nervo

A maioria das pessoas vai sentir dor lombar em algum momento da vida. Mas a causa da sua dor poder completamente diferente da causa do seu amigo e, consequentemente, o tratamento precisa ser diferente.

Portanto, lembre-se: automedicação é perigoso. Procure um fisiatra para um plano de tratamento completo.

Neuralgia do Trigêmeo

A neuralgia do trigêmeo é uma das síndromes dolorosas mais intensas: o paciente costuma relatar dores extremamente fortes (nível 10 em uma escala de 1 a 10).

A pessoa sente dor forte na face até em estímulos não-dolorosos, como:

  • escovar os dentes
  • mastigar
  • bocejar
  • sorrir
  • tocar o rosto

Por que ela acontece?

O nervo trigêmeo é o principal nervo da face e sua função principal é veicular a sensibilidade do rosto até o cérebro.

A neuralgia do trigêmeo ocorre quando acontece uma lesão no nervo trigêmeo.

 

Quais os sintomas?

O principal sintoma é dor intensa no rosto, aguda, forte e súbita. Geralmente, em um só lado do rosto.

Pode ser sentida como pontada, queimação ou a sensação de levar um choque no rosto.

Podem ocorrer vários episódios ao longo do dia e a crise pode durar dias, semanas ou até meses.

 

Qual o tratamento?

O fisiatra vai montar um Plano de Tratamento, cuidando do paciente de forma global. E, em muitos casos, este tratamento pode incluir aplicação de toxina botulínica.

As aplicações de toxina, em dose e localização certas, alteram os mecanismos de transmissão da dor na neuralgia do trigêmeo, reduzindo a dor.

Em casos mais graves, a cirurgia poder ser indicada.

Terapia do riso pode ajudar no tratamento da dor

O estudo “Terapia do Humor: Aliviando a Dor Crônica e Aumentando a Felicidade para os Idosos”, mostrou que o humor pode ajudar a diminuir a sensação de dor.

 

Como foi o estudo?

Pesquisadores fizeram um estudo experimental com dois grupos de idosos que sofriam com dor crônica há mais de 3 meses, em uma casa de repouso.

Grupo 1 – Participou do programa “Terapia do Humor”.
Grupo 2 – Não participou (grupo de controle).

 

Como era o programa?

1 hora por semana, durante 8 semanas.

Os participantes faziam trabalhos com estímulos, como: livros e fotos engraçadas, piadas do dia, áudios e vídeos engraçados, desenhos animados, notícias engraçadas, reflexões…

Além disso, eram estimulados a priorizar o humor em suas vidas cotidianas, rindo e compartilhando as histórias engraçadas que vivenciara.

 

Depois do programa de terapia do riso:

Grupo 1 – Diminuição da dor e da percepção da solidão. Aumento significativo na felicidade e satisfação com a vida.
Grupo 2 – Não houve alterações significativas.

 

O que isso significa?

Rir, se divertir, assistir comédias, buscar o humor, pode ajudar como forma complementar no tratamento.

O estudo afirma que a “Terapia do Humor é uma intervenção não farmacológica eficaz!”.

Médicos e outros profissionais de saúde podem incorporar o humor, o riso e a alegria no cuidado com seus pacientes.

Dor Crônica após AVC

Já ouviu falar de dor crônica após AVC?

Alguns estudos apontam que 50% dos pacientes de AVC podem sofrer com síndromes dolorosas pós-AVC.

Porém, nem sempre essa dor tem a devida atenção: um estudo mostrou que 2/3 dos pacientes com dor central pós AVC tiveram tratamento inadequado da dor ou não foi prescrito nenhum tratamento.

E isso é muito sério!

A dor crônica após AVC é um preditor de suicídio. Ou seja, é urgente que os profissionais de saúde investiguem a fundo as dores dos pacientes que sofreram AVC.

Síndromes de dor pós-AVC mais comuns:

  • Dor central pós-AVC
  • Síndrome dolorosa complexa regional
  • Dor musculoesquelética, incluindo subluxação do ombro
  • Dor relacionada à espasticidade
  • Dor de cabeça pós-AVC

Fatores de risco para dor pós-AVC:

  • Risco aumenta com a idade do acidente vascular cerebral
  • Aumento do tônus muscular
  • Redução de movimentos das extremidades
  • Déficits sensoriais (alteração na sensação de tato, dor, temperatura…)
  • O AVC isquêmico é mais frequentemente associado à dor do acidente vascular cerebral hemorrágico

Desafios na identificação da dor pós-AVC:

O principal desafio é a dificuldade do paciente em relatar a dor.

Embora existam várias escalas de classificação para a dor, nenhuma é específica para a avaliação da dor pós-AVC.

Portanto, cabe co médico aplicar as técnicas que considerar mais adequadas para identificar a dor em cada paciente, nunca subestimando a potencial dor após AVC que pode estar acontecendo.

Há muito o que enfrentar, mas você não está sozinho!

 

📌 Referências:

“Post Stroke Pain: Identification, Assessment and Therapy”. HARRISON, R.; FIELD, T.; 2015.

Para mais informações sobre atendimento, entre em contato.

5 palavras que quem teve um AVC precisa ter em mente

5 palavras para quem teve um AVC copiar e colar na geladeira, para não esquecer!

 

1.Processo

Reabilitação é processo. Foque nos pequenos passos, um após o outro.

Crie o hábito de se parabenizar por cada pequena conquista alcançada, por cada dia vencido. Você merece!

 

2.Aceitação

Em muitos casos, o AVC muda a vida inteira do paciente e nem sempre é fácil aceitar essas mudanças.

Mas, mudanças e desafios não significam que não seja possível enxergar beleza e coisas boas na vida.

Trabalhar a aceitação é fundamental para o tratamento e bem estar emocional.

 

3.Terapia

Acompanhamento psicológico é muito importante para ajudar a digerir e entender as mudanças que o AVC traz.

Cuidar das emoções também faz parte do tratamento!

 

4. Confiança

Confiar no médico é fundamental.

Busque um médico que trate o paciente como um todo, que envolva a família e tenha sensibilidade necessária para criar um plano de reabilitação que se encaixe na sua realidade.

 

5.Comprometimento

Ter compromisso com o tratamento é ter compromisso com você mesmo. Se priorize. Se ame!