Nem toda dor na lombar vem da coluna – entenda como diferenciar

  1. Dor de origem muscular:
  • Dor localizada, que piora ao usar o músculo específico ou após esforço.
  • Geralmente melhora com alongamento ou fisioterapia.
  1. Origem articular ou ligamentar:
  • Dor profunda, às vezes com rigidez pela manhã.
  • Pode limitar certos movimentos, mas não aparece necessariamente no exame de imagem.
  1. Dor referida:
  • Dor lombar causada por problemas em outra região, como quadril, abdômen ou até fibromialgia.
  • Muitas vezes a dor muda de lugar ou tem sensação difusa.
  1. Sinais de alerta:
  • Dor súbita intensa, febre, perda de força ou alterações sensoriais.
  • Esses sinais indicam a necessidade de avaliação urgente.


Observar o padrão da dor, localização, fatores que pioram ou aliviam é essencial.

Nem todo exame vai mostrar o que realmente causa a dor, e uma avaliação detalhada com o fisiatra é o primeiro passo para tratar de forma eficaz.

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Abordagem interdisciplinar na dor: o que isso significa?

Tratamento efetivo de dor envolve muito mais do que só tomar remédio.

A abordagem  ideal precisa ser interdisciplinar. 

O que significa isso?

Significa integrar diferentes profissionais para cuidar de todos os aspectos da dor.

Médico, fisioterapeuta, psicólogo, educador físico, nutricionista e terapeuta ocupacional… todos trabalhando juntos buscando o bem estar do paciente, com objetivos claros e mensuráveis. 

 

Nós visamos não só reduzir a dor, mas melhorar sono, humor, energia, mobilidade e toda a qualidade de vida.

Essa abordagem reconhece que a dor crônica é complexa.

 Não existe solução única, e o tratamento precisa ser em várias frentes.

A fisiatria é a especialidade médica focada em tratamento de dor e reabilitação visando trabalhar todos esses pilares em conjunto.

Quando todos os aspectos são tratados de forma coordenada, a melhora é mais consistente e duradoura.

Para conhecer mais sobre esta forma de tratar a dor crônica, entre em contato.



Praia faz bem ou mal para quem convive com dor crônica?

O calor pode influenciar a dor ao promover vasodilatação e aumento do relaxamento muscular.

Isso pode aliviar a dor em alguns quadros e piorar em outros.

Em pessoas com dor inflamatória ativa ou edema importante, o calor excessivo pode intensificar os sintomas.

Além disso, a desidratação, comum em dias de praia, pode contribuir para:

  • fadiga
  • piora da dor muscular
  • aumento a sensibilidade dolorosa

 

O esforço físico associado à praia, como longas caminhadas na areia e carregar peso, também pode impactar quadros de dor.

Em contrapartida, o relaxamento de um dia de praia e tempo de qualidade podem trazer bem estar e alívio aos sintomas.

Por isso, a recomendação não é evitar sol e praia, mas adequar essas atividades ao tipo de dor, ao momento do tratamento e às orientações médicas recebidas.

Tudo com muito bom senso, como sempre falo por aqui.

Você costuma sentir alívio ou piora da dor após um dia de praia?



Exame de imagem e dor crônica – o que ele mostra (e o que não mostra)

Exames de imagem são ferramentas importantes na medicina, mas quando falamos de dor, existem muitos mitos relacionados a eles, porque os exames, muitas vezes, não explicam a dor.

É comum pessoas com dor crônica não terem alterações nos exames de imagem que justifiquem a dor.

Isso acontece porque nem toda dor é relacionada a lesões: a dor muitas vezes, é provocada por alterações no sistema nervoso ou causas multifatoriais que não aparecem nos exames.

Por isso, dor crônica não pode ser interpretada apenas  a partir de exame de imagem.

A avaliação clínica, a história do paciente, exame físico e compreensão do mecanismo da dor continua sendo central na condução do tratamento.

Os exames de imagem auxiliam quando:

  • ajudam a esclarecer diagnósticos específicos
  • orientam decisões terapêuticas
  • ajudam a excluir determinadas condições

Mas, quando falamos de procedimentos para tratar a dor, a imagem passa a ter um papel diferente: o de orientar com precisão o procedimento.

O ultrassom, por exemplo, permite visualizar estruturas em tempo real e aumentar a segurança e a precisão de alguns procedimentos.

Resumo: na dor crônica, a imagem tem papel complementar dentro de uma avaliação clínica cuidadosa, e papel central quando o assunto é precisão em procedimentos.

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Por que algumas pessoas sentem a dor com mais intensidade do que outras?

A dor resulta da interação entre o estímulo e a forma como o sistema nervoso o processa.

Estímulo ➔ Cérebro

Por isso, o mesmo estímulo pode gerar experiências de dor diferentes em pessoas diferentes.

Alguns fatores podem influenciar diretamente essa variabilidade da dor:

  • sono
  • estressa
  • inflamação
  • experiências dolorosas prévias
Menos sono:
  • maior excitabilidade do sistema nervoso
  • menor tolerância à dor
Estresse constante:
  • ativação contínua do sistema nervoso
  • amplificação da resposta dolorosa
Processos inflamatórios:
  • sensibilização d
  • as terminações nervosas
  • aumento da percepção dolorosa

Compreender essas diferenças permite uma abordagem mais individualizada no tratamento da dor, levando em conta todos os fatores que envolvem a experiência e a história do paciente.

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