Exame de imagem e dor crônica – o que ele mostra (e o que não mostra)
Exames de imagem são ferramentas importantes na medicina, mas quando falamos de dor, existem muitos mitos relacionados a eles, porque os exames, muitas vezes, não explicam a dor.
É comum pessoas com dor crônica não terem alterações nos exames de imagem que justifiquem a dor.
Isso acontece porque nem toda dor é relacionada a lesões: a dor muitas vezes, é provocada por alterações no sistema nervoso ou causas multifatoriais que não aparecem nos exames.
Por isso, dor crônica não pode ser interpretada apenas a partir de exame de imagem.
A avaliação clínica, a história do paciente, exame físico e compreensão do mecanismo da dor continua sendo central na condução do tratamento.
Os exames de imagem auxiliam quando:
- ajudam a esclarecer diagnósticos específicos
- orientam decisões terapêuticas
- ajudam a excluir determinadas condições
Mas, quando falamos de procedimentos para tratar a dor, a imagem passa a ter um papel diferente: o de orientar com precisão o procedimento.
O ultrassom, por exemplo, permite visualizar estruturas em tempo real e aumentar a segurança e a precisão de alguns procedimentos.
Resumo: na dor crônica, a imagem tem papel complementar dentro de uma avaliação clínica cuidadosa, e papel central quando o assunto é precisão em procedimentos.
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ação em que fizeram vários exames, os médicos não encontraram nenhuma lesão e, portanto, invalidaram a dor do paciente.