AVC Isquêmico x AVC Hemorrágico

O AVC Isquêmico ocorre por obstrução de uma artéria, ocasionando obstrução do fluxo de sangue no cérebro, que pode levar a sequelas ou morte.

O AVC Hemorrágico ocorre quando há um rompimento de um vaso cerebral, seja por aumento importante da pressão arterial ou ruptura de um aneurisma.

Conduta: Se a pessoa chegar no hospital com sintomas que sugiram um AVC, o diagnóstico dever ser realizado através de exame físico o mais rápido possível. Em seguida, deve ser realizada uma tomografia do crânio para diferenciar entre isquêmico ou hemorrágico, para que o tratamento adequado para cada tipo seja realizado.

AVC Isquêmico: O tratamento consiste em medidas para tentar quebrar o trombo que está obstruindo a passagem do sangue, podendo ser medicamento (trombólise química) ou cirúrgico (trombectomia mecânica). Existe um tempo máximo para a realização dos dois procedimentos, por este motivo é importante que, na suspeita da isquemia, o atendimento seja feito o mais rápido possível.

AVC Hemorrágico: A depender da quantidade do sangramento, pode ser necessário tratamento cirúrgico.

Autocuidado durante a reabilitação

Reabilitação é um processo que, muitas vezes, pode ser longo. E para passar por ele com bem estar recomendamos práticas de autocuidado para o paciente. Veja algumas dicas:

 

1. Acesso a cuidados básicos

É impossível falar de autocuidado sem ter o básico. O paciente precisa ter estrutura, como:

  • uma casa adaptada para o paciente em reabilitação
  • alimentação adequada
  • profissionais necessários para o tratamento (terapeuta ocupacional, fisioterapia, fonoaudióloga…)
  • medicamentos necessários
  • acompanhamento médico constante
  • tranquilidade para enfrentar o processo

 

2. Prazer e lazer, o quanto for possível na rotina

  • um momento para tomar um chá com calma, saborear suas refeições, estar presente absorvendo as sensações prazerosas do cotidiano
  • acesso a TV no quarto, internet…
  • existem realidade virtuais que podem auxiliar em pacientes em reabilitação
  • estar em contato com a natureza sempre que possível
  • jogos terapêuticos de estímulo

 

3. Tente entender seus sentimentos no processo

Cultive momentos de introspecção:

  • meditação e atenção plena ajudam a focar no presente, controlando a ansiedade de ver os resultados (é sempre bom lembrar que reabilitação é um processo, um passo após o outro)
  • oração e conexão com a espiritualidade
  • terapia ajuda muito no enfrentamento

 

4. Comprometimento com o tratamento

  • coloque em prática o plano de tratamento que o fisiatra definiu
  • comprometimento com o tratamento é comprometimento com você, foque em cada passo, com a confiança que está investindo em si mesmo

 

5. Companhia de pessoas queridas

Familiares e amigos, se vocês soubessem o quanto uma visita para uma pessoa em reabilitação faz bem!

Mas é visita boa, com risada, bons momentos, chazinho (quando permitido na dieta do paciente) e acolhimento.

Não leve assuntos pesados, fale de coisas boas, engraçadas, e se coloque à disposição para OUVIR. Sentir que tem com quem contar faz muito bem para os pacientes que estão vivenciando este processo.

Fatores de risco para AVC

O AVC possui diversos fatores de risco, alguns não podem ser controlados, mas existem outros que podem ser prevenidos com hábitos saudáveis. Veja o que você pode fazer para diminuir o risco de AVC:

Grupo de risco não modificável:

  • idosos
  • sexo masculino
  • baixo peso ao nascer
  • negros (por associação com hipertensão arterial maligna)
  • história familiar de ocorrência de AVC
  • história pregressa de AIT
  • condições genéticas como anemia falciforme

 

Grupo de risco modificável:

  • hipertensão arterial sistêmica
  • tabagismo
  • diabetes mellitus
  • dislipidemia
  • fibrilação atrial
  • outras doenças cardiovasculares

 

Grupo de risco potencial:

  • sedentarismo ou obesidade
  • uso de contraceptivo oral
  • terapia de reposição hormonal pós-menopausa
  • alcoolismo
  • aumento de homocisteína plasmática
  • uso de cocaína e anfetaminas

 

Referência: Brasil. Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Diretrizes de atenção à reabilitação da pessoa com acidente vascular cerebral/Ministério da Saúde.

 

 

Atitudes que NÃO ajudam os portadores de dor crônica

  • Quando o portador de dor crônica se abrir sobre sua dor e a pessoa conta o caso da prima da amiga da vizinha que tem uma dor muito pior que a dela.
  • Falar que a dor é psicológica
  • Falar que a pessoa precisa “orar mais” ou que a sua dor é “falta de deus”.

 

E como você pode ajudar?

  • Quando estiver com a pessoa, fale de assuntos positivos ou divertidos com leveza.
  • Acolha a dor da pessoa, muitas vezes ouvir e se mostrar presente é suficiente.
  • Promova momentos divertidos com a pessoa.
  • Estimule a pessoa com palavras e atitudes.

 

Simples assim!

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A importância da família durante a reabilitação

A família tem um papel fundamental na reabilitação neurológica. Ela pode interferir positivamente ou negativamente na saúde do paciente e, portanto, toda a família precisa de cuidados neste processos.

Seguem algumas dicas práticas:

  • Leve a sério o plano de tratamento que o fisiatra prescreveu. Se o médico indicou atividades para o paciente fazer em casa com o seu auxílio, faça, coloque em prática. Isso ajuda muito no tratamento e na motivação do paciente.
  • Incentive a autonomia do paciente. Não faça coisas que ele consegue fazer sozinho, mesmo que demore mais tempo. O objetivo é que ele tenha o máximo de autonomia possível.
  • Evite brigas e discussões próximas ao paciente em reabilitação. Não leve problemas para ele. Pense que ele precisa focar em se recuperar e isso demanda muita energia. Fale de coisas boas, alegres, positivas sempre que possível.
  • Siga as orientações dos profissionais envolvidos na reabilitação e, se tiver alguma dúvida, pergunte para eles.
  • Cuide da sua saúde emocional. É natural o cuidador ter sentimentos de insegurança, tristeza e impaciência durante os cuidados. Somos todos humanos. Crie o hábito de se observar e procure ajuda quando necessário. A terapia ajuda muito nesse processos.