Não acho a causa da minha dor crônica

Nem toda dor é causada por outra doença: muitas vezes a própria dor É a doença! (Dor Crônica é uma doença reconhecida pelo Código Internacional de Doenças).
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👉 O que acontece: o sistema nervoso central e/ou periférico da pessoa pode estar com algum desequilíbrio, e isso altera a percepção da dor, fazendo com que a pessoa sinta dor crônica sem que tenha uma lesão ou outras doenças associadas.
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Muitos pacientes sofrem com isso pois, como não há exames que detectam a dor crônica (o diagnóstico é clínico, seguindo diversos protocolos), parentes, familiares e colegas de trabalho frequentemente alegam que essa dor “é coisa da cabeça da pessoa”.
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E isso nada mais é do que um grande desconhecimento do que é a dor crônica.
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👉 Você já passou por isso? Deixe suas dúvidas sobre o assunto nos comentários!

   

4 conceitos da Slow Medicine

Slow Medicine é uma filosofia de prática médica, ou seja, uma forma de ver e praticar a medicina.
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👉 Ela busca oferecer o melhor cuidado ao paciente, baseando-se em:
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🔹 As melhores evidências científicas
🔹 Foco no paciente e em seus valores
🔹 Decisões ponderadas e cautelosas, e sempre que possível, compartilhadas
🔹 Buscando um cuidado que busque a tecnologia apropriada à singularidade de cada paciente
🔹 Tem a premissa que nem sempre fazer mais significa fazer o melhor.
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Existem alguns princípios básicos dessa prática, e trouxe 4 deles no post de hoje. Quer saber mais sobre a slow medicine? Deixe suas dúvidas nos comentários.

Médico receitou antidepressivo para dor crônica?

Você já chegou no médico com a queixa de dor crônica, ele te receitou um antidepressivo e você achou super estranho?

Pois saiba que o antidepressivo pode, sim, ajudar a tratar determinados tipos de dores, e eu te explico como funciona.

👉 Para começar, nem todo antidepressivo é igual. Existem diferentes tipos que agem de formas distintas.

👉 Para a dor, usamos alguns tipos de antidepressivos que inibem a recaptação de substancias que agem no sistema nervoso central e diminuem a sensação de dor (norepinefrina e serotonina).

Ou seja, esses remédios ajudam na modulação da dor.

Geralmente, a dosagem para tratar depressão é maior do que a dosagem do que para tratar a dor.

⚠ MAS ATENÇÃO: o médico deve te avaliar como um todo e apresentar sugestões além dos remédios para tratar sua dor.

Afinal, o tratamento para dor crônica é multidisciplinar, ou seja, envolve atitudes em diferentes áreas da sua vida, não apenas tomar determinado medicamento.

Exemplos de dores que podem ser tratadas com antidepressivos: dor neuropática, dor de lesão de nervo, fibromialgia, entre outras.

📌 Referências:
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“Duloxetine for treating painful neuropathy , chronic pain or fibromyalgia”. Lunn MP, Hughes RA, Wiffen PJ. Cochrane Database Syst Rev. 2014 Jan 3;(1):CD007115. doi: 10.1002/14651858.CD007115.pub3. PMID: 385423.
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“Amitriptyline for neuropathic pain in adults”. Moore RA, Derry S, Aldington D, Cole P, Wiffen PJ. Cochrane Database Syst Rev. 2015 Jul 6;2015(7):CD008242. doi: 10.1002/14651858.CD008242.pub3. PMID: 26146793; PMCID: PMC6447238.

 

Ei, dor! Eu não te escuto mais…

Pois eu digo: Escuta sim!

Porque seu corpo é inteligente e a sua dor pode estar querendo te dizer alguma coisa. 📣

E quando falo isso, não me refiro só a possíveis doenças e lesões no corpo, mas qualquer forma de desequilíbrio físico ou emocional.

Vale lembrar que o seu estado emocional e fatores como depressão e estresse, por exemplo, influenciam na percepção da dor!

Perceber o próprio corpo faz parte do autoconhecimento.

Dor boa e dor ruim no exercício

Já ouviu aquela frase “no pain, no gain”? Em português seria “sem dor, sem ganho”, quer dizer que se você faz exercício físico e não sente dor, ele não fez efeito.
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👉 Mas será que essa frase é verdade? Até certo ponto, sim.
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Quando nos exercitamos, estressamos os músculos e cada vez que eles se recuperam, nossa força e resistência aumentam. Isso pode envolver dor em algum nível.
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👉 Como saber se a dor é parte desse processo ou se é mais grave que o normal?
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“Dor boa” é a dor muscular, aquela sensação de queimação durante um exercício.
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Outra “dor boa” é a dor muscular tardia, ela pode surgir até no dia seguinte ao treino. Ela é muito comum quando experimentamos um exercício novo ou assim que aumentamos a carga.
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Por outro lado, pode ser uma “dor ruim” se ela está associada a algum desses fatores:
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🔹 febre
🔹 inchaço ou hematoma
🔹 impede totalmente a movimentação
🔹 é em um lugar que já passou por lesão
🔹 dor intensa que causa náusea e/ou vômito
🔹 dor constante e vai aumentando de intensidade
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👉 Se mesmo depois de rever seu treino com um educador físico a “dor ruim” continuar, o ideal é procurar um especialista em medicina do exercício.