Sentir dor exige um gasto constante do sistema nervoso, pois ela mantém o organismo em estado de alerta contínuo, o que consome energia física e mental.
Portanto, a dor pode causar fadiga, mesmo quando não há esforço físico.
Existe uma forma simples de explicar isso, conhecida como teoria das colheres.
Teoria das colheres
Imagine que cada pessoa acorda com uma quantidade limitada de energia disponível ao longo do dia (simbolizada por um número de colheres).
Para quem convive com dor crônica, parte dessa energia é usada apenas para lidar com a dor.
Atividades comuns como trabalhar, interagir e manutenção da rotina passam a exigir mais esforço.
Ou seja, a pessoa com dor “gasta mais colheres” somente com o estresse do corpo em processar a dor.
Isso explica por que a fadiga pode acompanhar a dor crônica.
Na dor crônica, o gasto energético contínuo do sistema nervoso contribui para o surgimento da fadiga.
Dor não é só local, é sistêmico.
Por isso, o tratamento precisa englobar todas as áreas da vida do paciente.
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