Não é preguiça. Não é procrastinação. É dor!

Você já se sentiu culpado por não conseguir fazer as coisas por conta da dor?

Por ter que desmarcar compromissos, revisar prazos para se acolher e ainda escutar que era falta de força de vontade, compromisso ou “coisa da sua cabeça”?

Isto é algo muito comum na vida de quem sente dor, infelizmente.

A verdade é que só quem sente dor sabe o que é conviver com as crises.

Só quem vive, sabe o que é ter que gerenciar a energia entre as tarefas do dia e o desgaste físico e emocional de lidar com as dores.

Nem toda dor “tem cara” e nem sempre ela aparece nos exames.

Mas ela continua ali.

E, por isso, merece ser investigada com seriedade, tecnologia e acolhimento.

Dor tem tratamento. Compartilhe com quem precisa saber disso.

Para mais informações e agendamento, entre em contato.

Sugestões de presentes para pessoas com dores crônicas

Uma sessão de massagem terapêutica:

Massagens são aliadas poderosas no alívio da dor, tensão e estresse, principalmente ao desfazer os pontos gatilhos de dor (os famosos “nós”).

 

Almofadas de apoio:

Almofadas ortopédicas para costas, pescoço (dependendo de onde for a dor), ou almofadas de aquecimento/gel podem oferecer conforto e auxílio para aliviar a dor de forma imediata.

 

Presentes de entretenimento:

Pode ser livros, revistas, assinatura de Netflix (ou qualquer outro streaming) para ter acesso a filmes e séries que ajudam a relaxar e distrair a mente durante períodos de dor e reabilitação.

 

Roupas que permitam a liberdade:

Roupas de tecidos macios que oferecem conforto, como robe, pijama confortável ou conjuntos de tecidos leves, que proporcionam conforto e permitem os movimentos também são ótimas pedidas!

 

Estímulos à atividade física:

Roupas de malhar, bolas de exercício para ajudar na mobilidade, tapete de yoga ou até mesmo a sua companhia durante uma sessão de caminhada ao ar livre!

A ideia é incentivar a atividade física, que produz ótimos benefícios para o alívio da dor.

 

Velas aromáticas e outros cheirinhos relaxantes:

Óleos essenciais, difusores ou velas ajudam a criar um ambiente relaxante em casa, o que pode contribuir para reduzir a ansiedade.

O mesmo vale para sais de banho, chás relaxantes e outros itens que permitam um momento de relaxamento em casa.

 

Organizadores para casa:

Caixas organizadoras e outras ferramentas de organização ajudam muito a reduzir o estresse do dia a dia, em que a pessoa com dor precisa gastar mais energia procurando objetos.

 

Diário de gratidão e outras ferramentas Mindfulness:

Um diário para registrar momentos de gratidão ou um livrinho com mensagens de sabedoria ajudam a manter o olhar no copo meio cheio durante dias difíceis.

 

 

Um dia vou parar de sentir dor?

Dor crônica é uma doença crônica como qualquer outra, como diabetes, hipertensão ou asma.

Ou seja, é uma doença que precisa ser tratada durante toda a vida.

Em alguns casos, a dor pode cessar completamente. Mas, o objetivo, ao tratar a dor crônica, não deve ser o de deter a dor completamente, porque há casos em que isso não acontece e o paciente pode se frustar.

E a frustração pode desencadear quadros depressivos que podem agravar ainda mais a sensação de dor.

Em um tratamento de dor crônica realista e respeitoso com o paciente, deve estar claro que o objetivo deve ser viver cada vez com menos dor e mais qualidade de vida.

Sintomas de depressão em pacientes com fibromialgia

Você sabia que depressão e dores crônicas estão intimamente conectadas?

Alguns estudos mostram que pacientes portadores da síndrome fibromiálgica são mais suscetíveis aos pensamentos e sentimentos negativos.

E é claro que esses pensamentos impactam no cotidiano e na qualidade de vida da pessoa, que pode se afastar até mesmo das suas atividades diárias e convívio social.

E isso é um ciclo, pois os sintomas depressivos aumentam os sintomas da fibromialgia que, por sua vez, podem reforçar a depressão.

Segundo o livro “A ciência da dor: sobre fibromialgia e outras síndromes dolorosas”, os sintomas depressivos da fibromialgia podem se manifestar em alguns sintomas, como:

  • Estado de hipervigilância. Ou seja, a pessoa consegue viver sua vida e fazer atividades diárias, mas sente que as pessoas ao redor e os ambientes os quais frequentam dependem ele para funcionar adequadamente.
  • Se sente muito responsável por tudo e todos.
  • Apresenta pouco interesse em momentos de prazer e afeto, como o sexo.
  • Forte tendência à catastrofização.
  • Sensação frequente de angústia.
  • Sentimento de solidão.
  • Desesperança e limitação.
  • Distúrbios do sono.
  • Concentrar suas preocupações em torno de si, de suas dores e de seus problemas.
  • Enxergar-se como incapaz.
  • Não conseguir controlar pensamentos ruins sobre a doença.
  • Sentimento de desamparo e abandono.

Ou seja, os sintomas psicológicos são muito importantes e tratar a depressão faz parte do tratamento da fibromialgia.

Procure um fisiatra para bolar um plano de tratamento completo e um bom psiquiatra para fazer parte desta jornada com vocês.

A história do paciente tem muita força!

Ao contar sua história, o paciente faz um apanhado do que considera importante: onde dói, como dói, os gatilhos que fazem doer…

E muitas vezes não dói só no corpo: existem demandas emocionais que exigem muito do paciente, que pode se ver sobrecarregado emocionalmente.

Para o médico da dor isto é muito valioso, pois dor é sempre multifatorial e a sua história ajuda a compreender onde podemos trabalhar para diminuir os gatilhos de dor. Ser boa médica, para mim, envolve ser uma boa ouvinte.

Em atendimento percebi que não basta explorar só a queixa de dor do paciente em si. Preciso entender todo o contexto, identificar os fatores que podem estar contribuindo para este quadro de dor, para que eu consiga montar o plano de tratamento completo que o paciente merece.

Percebi que a escuta também ajuda no tratamento em si: paciente que se sente escutado, se sente valorizado. E paciente valorizado tende a aderir melhor ao tratamento, pois ele entende que tem direito de priorizar seu tratamento, de atender às suas necessidades e fazer o melhor para si mesmo.

Poi isso, eu gosto quando meus pacientes encontram esse acolhimento no consultório. Que eles se sintam à vontade para compartilhar um pouquinho da carga emocional relacionada à dor.

Abrir o coração e honrar a história do paciente faz parte do atendimento.