mar 25, 2026 | Dor Crônica, Estudos, Fisiatria |
O calor pode influenciar a dor ao promover vasodilatação e aumento do relaxamento muscular.
Isso pode aliviar a dor em alguns quadros e piorar em outros.
Em pessoas com dor inflamatória ativa ou edema importante, o calor excessivo pode intensificar os sintomas.
Além disso, a desidratação, comum em dias de praia, pode contribuir para:
- fadiga
- piora da dor muscular
- aumento a sensibilidade dolorosa
O esforço físico associado à praia, como longas caminhadas na areia e carregar peso, também pode impactar quadros de dor.
Em contrapartida, o relaxamento de um dia de praia e tempo de qualidade podem trazer bem estar e alívio aos sintomas.
Por isso, a recomendação não é evitar sol e praia, mas adequar essas atividades ao tipo de dor, ao momento do tratamento e às orientações médicas recebidas.
Tudo com muito bom senso, como sempre falo por aqui.
Você costuma sentir alívio ou piora da dor após um dia de praia?
maio 7, 2024 | Dor Crônica |
Quem sofre com dores crônicas pode fazer exercício?
Não só pode, como é indicado por trazer efeitos analgésicos.
Quais benefícios a atividade física traz para o paciente?
- ajuda na mobilidade e no controle dos movimentos
- os exercícios liberam substâncias como a endorfina, que são analgésicos naturais do corpo
- além disso, é parte do tratamento para saúde mental, que é um dos pilares do controle da dor
Quais atividades são mais recomendadas?
Depende do objetivo, se for uma lesão específica é importante decidir com o médico.
Mas, de forma geral, é importante a pessoa ter prazer na atividade que escolher e consiga manter a regularidade.
Existe algum tipo de dor em que é aconselhável repouso?
Não é recomendada atividade física em casos que o paciente apresenta uma dor nova.
O exercício deve ser feito de forma gradual e respeitando os limites da pessoa, aumentando a intensidade aos poucos.
Com o tempo, os músculos vão de fortalecendo e o movimento alcançando maior amplitude.
Exercício gera bem estar, ajuda a tratar a dor e a mente.
*Vale lembrar que todo tratamento de dor crônica deve ser feito com acompanhamento médico.
Entre em contato para agendar sua consulta.
set 1, 2023 | Dor Crônica, Fisiatria |
Quando falamos de exercício físico para o controle da dor, muita gente pensa que é devido ao fortalecimento dos músculos. Mas não é só isso: o exercício funciona como um analgésico para a dor.
Como funciona?
O sistema nervoso é “neuroplástico”, o que significa que as alterações que ocorrem no estado de dor crônica podem ser revertidas.
Vários estudos têm demonstrado que o exercício melhora a dor mesmo na ausência de melhoras da força, flexibilidade ou resistência.
Ou seja, ao fazer atividade física não trabalhamos apenas o fortalecimento muscular isolado dos músculos dolorosos. Trabalhamos o efeito analgésico que o exercício proporciona ao corpo.
Ao utilizarmos o exercício como analgésico, a plasticidade cerebral relacionada à dor crônica é modificada.
Alguns estudos já mostram que o exercício não precisa ser focado no local da dor, já que seu efeito é sistêmico e atua no corpo inteiro.
O exercício feito na parte não dolorosa do corpo pode ter efeitos analgésicos sobre a parte dolorosa, já que os mecanismos da dor crônica vão além de um único ponto local.
Então, uma pessoa com dor crônica no ombro, por exemplo, pode exercitar as pernas e poderá ter os benefícios das substâncias liberadas na atividade física sentidos, inclusive, no alívio da dor no ombro.
Por que isso acontece?
Existem várias teorias. Uma delas é sobre a atuação da atividade física nos neurotransmissores.
Por exemplo, o exercício aumenta a liberação de serotonina, que promove analgesia e ativa uma via inibitória de dor.
Também pode influenciar outros neurotransmissores, como a dopamina e noradrenalina, aliviando a sensação de dor.
Além disso, já temos evidências de que as alterações moleculares e celulares na coluna vertebral e cérebro no estado de dor crônica podem ser revertidas com exercício.
Ou seja, não faltam motivos e evidências científicas para pessoas que convivem com dor fazerem atividade física.
Mas, lembre-se de que qualquer exercício deve ser supervisionado por um educador físico especializado e acompanhado pelo seu fisiatra.