Praia faz bem ou mal para quem convive com dor crônica?

O calor pode influenciar a dor ao promover vasodilatação e aumento do relaxamento muscular.

Isso pode aliviar a dor em alguns quadros e piorar em outros.

Em pessoas com dor inflamatória ativa ou edema importante, o calor excessivo pode intensificar os sintomas.

Além disso, a desidratação, comum em dias de praia, pode contribuir para:

  • fadiga
  • piora da dor muscular
  • aumento a sensibilidade dolorosa

 

O esforço físico associado à praia, como longas caminhadas na areia e carregar peso, também pode impactar quadros de dor.

Em contrapartida, o relaxamento de um dia de praia e tempo de qualidade podem trazer bem estar e alívio aos sintomas.

Por isso, a recomendação não é evitar sol e praia, mas adequar essas atividades ao tipo de dor, ao momento do tratamento e às orientações médicas recebidas.

Tudo com muito bom senso, como sempre falo por aqui.

Você costuma sentir alívio ou piora da dor após um dia de praia?



Mitos e verdades: dor crônica e exercícios

Quem sofre com dores crônicas pode fazer exercício?

Não só pode, como é indicado por trazer efeitos analgésicos.

Quais benefícios a atividade física traz para o paciente?

  • ajuda na mobilidade e no controle dos movimentos
  • os exercícios liberam substâncias como a endorfina, que são analgésicos naturais do corpo
  • além disso, é parte do tratamento para saúde mental, que é um dos pilares do controle da dor

Quais atividades são mais recomendadas?

Depende do objetivo, se for uma lesão específica é importante decidir com o médico.

Mas, de forma geral, é importante a pessoa ter prazer na atividade que escolher e consiga manter a regularidade.

Existe algum tipo de dor em que é aconselhável repouso?

Não é recomendada atividade física em casos que o paciente apresenta uma dor nova.

O exercício deve ser feito de forma gradual e respeitando os limites da pessoa, aumentando a intensidade aos poucos.

Com o tempo, os músculos vão de fortalecendo e o movimento alcançando maior amplitude.

Exercício gera bem estar, ajuda a tratar a dor e a mente.

*Vale lembrar que todo tratamento de dor crônica deve ser feito com acompanhamento médico.

Entre em contato para agendar sua consulta.

 

Por que o exercício ajuda no controle da dor?

Quando falamos de exercício físico para o controle da dor, muita gente pensa que é devido ao fortalecimento dos músculos. Mas não é só isso: o exercício funciona como um analgésico para a dor.

Como funciona?

O sistema nervoso é “neuroplástico”, o que significa que as alterações que ocorrem no estado de dor crônica podem ser revertidas.

Vários estudos têm demonstrado que o exercício melhora a dor mesmo na ausência de melhoras da força, flexibilidade ou resistência.

Ou seja, ao fazer atividade física não trabalhamos apenas o fortalecimento muscular isolado dos músculos dolorosos. Trabalhamos o efeito analgésico que o exercício proporciona ao corpo.

Ao utilizarmos o exercício como analgésico, a plasticidade cerebral relacionada à dor crônica é modificada.

Alguns estudos já mostram que o exercício não precisa ser focado no local da dor, já que seu efeito é sistêmico e atua no corpo inteiro.

O exercício feito na parte não dolorosa do corpo pode ter efeitos analgésicos sobre a parte dolorosa, já que os mecanismos da dor crônica vão além de um único ponto local.

Então, uma pessoa com dor crônica no ombro, por exemplo, pode exercitar as pernas e poderá ter os benefícios das substâncias liberadas na atividade física sentidos, inclusive, no alívio da dor no ombro.

Por que isso acontece?

Existem várias teorias. Uma delas é sobre a atuação da atividade física nos neurotransmissores.

Por exemplo, o exercício aumenta a liberação de serotonina, que promove analgesia e ativa uma via inibitória de dor.

Também pode influenciar outros neurotransmissores, como a dopamina e noradrenalina, aliviando a sensação de dor.

Além disso, já temos evidências de que as alterações moleculares e celulares na coluna vertebral e cérebro no estado de dor crônica podem ser revertidas com exercício.

Ou seja, não faltam motivos e evidências científicas para pessoas que convivem com dor fazerem atividade física.

Mas, lembre-se de que qualquer exercício deve ser supervisionado por um educador físico especializado e acompanhado pelo seu fisiatra.