Toxina botulínica funciona para todos os tipos de dor?

A resposta é não, toxina botulínica não é indicada para todos os tipos de dor.

E o motivo é simples: existem situações em que ela pode trazer benefícios importantes, mas também existem casos em que outras abordagens fazem mais sentido.

Por isso, copiar o tratamento de outra pessoa raramente é uma boa ideia.

Antes de indicar qualquer procedimento, faço uma avaliação aprofundada para entender as características e a origem daquela dor, para enfim, definir a melhor estratégia para cada paciente.

E lembre-se: o tratamento certo começa com um diagnóstico correto.

Se você tem dúvidas sobre o seu caso, converse com um médico especializado em dor e descubra quais são as melhores opções para você. 



Músculo ou nervo?

Muita gente passa muito tempo tratando uma dor que acredita ser muscular,  mas a causa está no nervo.

Dores musculares e dores neuropáticas costumam ser confundidas, mas elas têm características diferentes.

A dor que tem origem no nervo tem alguns sintomas, como:

  • sensação de choque;
  • queimação;
  • formigamento;
  • dormência;
  • dor que “corre” pelo braço ou perna;
  • e a sensação de roupa incomodando.

Quando a gente entende qual é a estrutura que está gerando a dor, o tratamento fica mais assertivo e conseguimos melhores resultados. 

Procure um especialista em dor para o seu tratamento. 

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Dor no nervo ou no músculo?

Dor muscular:

Geralmente está relacionada à contração ou sobrecarga do músculo.

Como costuma aparecer:

  • dor localizada
  • sensação de peso ou rigidez
  • piora ao movimentar ou pressionar

Dor no nervo (neuropática)

Ocorre quando há alteração no próprio nervo.

Como costuma aparecer:

  • queimação
  • choque
  • formigamento
  • dor que “irradia” para outra região

A origem da dor orienta o tratamento.

Abordagens, tecnologias e procedimentos diferentes são indicadas para cada caso.

Identificar o tipo de dor é o primeiro passo para tratar melhor.

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Nem toda dor na lombar vem da coluna – entenda como diferenciar

  1. Dor de origem muscular:
  • Dor localizada, que piora ao usar o músculo específico ou após esforço.
  • Geralmente melhora com alongamento ou fisioterapia.
  1. Origem articular ou ligamentar:
  • Dor profunda, às vezes com rigidez pela manhã.
  • Pode limitar certos movimentos, mas não aparece necessariamente no exame de imagem.
  1. Dor referida:
  • Dor lombar causada por problemas em outra região, como quadril, abdômen ou até fibromialgia.
  • Muitas vezes a dor muda de lugar ou tem sensação difusa.
  1. Sinais de alerta:
  • Dor súbita intensa, febre, perda de força ou alterações sensoriais.
  • Esses sinais indicam a necessidade de avaliação urgente.


Observar o padrão da dor, localização, fatores que pioram ou aliviam é essencial.

Nem todo exame vai mostrar o que realmente causa a dor, e uma avaliação detalhada com o fisiatra é o primeiro passo para tratar de forma eficaz.

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Neuralgia do Trigêmeo

Nem toda dor é inflamatória ou muscular.

Algumas dores têm origem no sistema nervoso.

Na neuralgia do trigêmeo, o nervo responsável pela sensibilidade da face passa a transmitir sinais de dor de forma inadequada.

O problema ocorre na condução do estímulo nervoso.

Por que isso acontece?

Essa alteração na transmissão da dor pode ocorrer por mudanças na estrutura do nervo (como alteração na bainha do nervo), compressão ao longo do tempo (como o contato anormal e contínuo entre um vaso sanguíneo e o nervo) ou aumento da sua sensibilidade.

Quando o nervo passa a responder de forma exagerada, estímulos leves tornam-se dolorosos, mesmo sem inflamação local.

O nível de dor é muito intenso.

Os pacientes relatam dor severa a estímulos leves, como escovar os dentes ou até mesmo a brisa leve batendo na face.

Por ser causada pelo nervo, essa dor costuma não responder a analgésicos e exige uma abordagem diferente e especializada.

Qual o tratamento?

O tratamento busca intervir nos mecanismos da dor, reduzindo a excitabilidade do nervo e modulando a forma como o sinal doloroso é transmitido.

A escolha da estratégia depende da intensidade e padrão da dor, da resposta aos tratamentos prévios e condições clínicas de cada paciente.

Não existe uma única conduta para todos.

Na neuralgia do trigêmeo, buscamos mais do que tratar o sintoma, mas compreender e intervir no mecanismo da dor.

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