mar 25, 2026 | Dor Crônica, Estudos, Fisiatria |
O calor pode influenciar a dor ao promover vasodilatação e aumento do relaxamento muscular.
Isso pode aliviar a dor em alguns quadros e piorar em outros.
Em pessoas com dor inflamatória ativa ou edema importante, o calor excessivo pode intensificar os sintomas.
Além disso, a desidratação, comum em dias de praia, pode contribuir para:
- fadiga
- piora da dor muscular
- aumento a sensibilidade dolorosa
O esforço físico associado à praia, como longas caminhadas na areia e carregar peso, também pode impactar quadros de dor.
Em contrapartida, o relaxamento de um dia de praia e tempo de qualidade podem trazer bem estar e alívio aos sintomas.
Por isso, a recomendação não é evitar sol e praia, mas adequar essas atividades ao tipo de dor, ao momento do tratamento e às orientações médicas recebidas.
Tudo com muito bom senso, como sempre falo por aqui.
Você costuma sentir alívio ou piora da dor após um dia de praia?
mar 23, 2026 | Dor Crônica, Fibromialgia, Fisiatria |
Exames de imagem são ferramentas importantes na medicina, mas quando falamos de dor, existem muitos mitos relacionados a eles, porque os exames, muitas vezes, não explicam a dor.
É comum pessoas com dor crônica não terem alterações nos exames de imagem que justifiquem a dor.
Isso acontece porque nem toda dor é relacionada a lesões: a dor muitas vezes, é provocada por alterações no sistema nervoso ou causas multifatoriais que não aparecem nos exames.
Por isso, dor crônica não pode ser interpretada apenas a partir de exame de imagem.
A avaliação clínica, a história do paciente, exame físico e compreensão do mecanismo da dor continua sendo central na condução do tratamento.
Os exames de imagem auxiliam quando:
- ajudam a esclarecer diagnósticos específicos
- orientam decisões terapêuticas
- ajudam a excluir determinadas condições
Mas, quando falamos de procedimentos para tratar a dor, a imagem passa a ter um papel diferente: o de orientar com precisão o procedimento.
O ultrassom, por exemplo, permite visualizar estruturas em tempo real e aumentar a segurança e a precisão de alguns procedimentos.
Resumo: na dor crônica, a imagem tem papel complementar dentro de uma avaliação clínica cuidadosa, e papel central quando o assunto é precisão em procedimentos.
Para mais informações e agendamento, entre em contato.
mar 19, 2026 | Dor Crônica, Fisiatria |
A dor resulta da interação entre o estímulo e a forma como o sistema nervoso o processa.
Estímulo ➔ Cérebro
Por isso, o mesmo estímulo pode gerar experiências de dor diferentes em pessoas diferentes.
Alguns fatores podem influenciar diretamente essa variabilidade da dor:
- sono
- estressa
- inflamação
- experiências dolorosas prévias
Menos sono:
- maior excitabilidade do sistema nervoso
- menor tolerância à dor
Estresse constante:
- ativação contínua do sistema nervoso
- amplificação da resposta dolorosa
Processos inflamatórios:
- sensibilização d
- as terminações nervosas
- aumento da percepção dolorosa
Compreender essas diferenças permite uma abordagem mais individualizada no tratamento da dor, levando em conta todos os fatores que envolvem a experiência e a história do paciente.
Para mais informações e agendamento, entre em contato.
mar 12, 2026 | Dor Crônica, Fisiatria |
Para responder a essa pergunta, primeiro vamos entender a diferença entre dor aguda e dor crônica.
A dor muscular aguda está relacionada a sobrecarga, esforço ou inflamação transitória e tende a melhorar conforme o tecido se recupera.
Já na dor crônica, o mecanismo é diferente. Ela pode persistir mesmo quando não há uma lesão muscular ativa.
Dor crônica é uma dor que persiste após 3 meses.
Mas, além do tempo, a diferença está em como o sistema nervoso passa a processar os estímulos dolorosos.
Em alguns casos, quando a dor muscular é mal controlada, o sistema nervoso pode se tornar mais sensível aos estímulos.
Isso de ser influenciado por inflamação persistente, não respeitar o repouso, qualidade do sono, estresse e experiências prévias de dor.
Por isso, uma dor muscular pode evoluir para dor crônica em determinadas situações, mas isso não é uma regra, e nem acontece de forma igual para todas as pessoas.
Compreender essas diferenças ajuda a orientar a abordagem mais adequada para cada paciente.
E lembre-se: seja aguda ou crônica, dor tem tratamento, e eu estou aqui para te auxiliar neste processo: entre em contato.
mar 4, 2026 | Dor Crônica, Empatia, Fibromialgia, Fisiatria |
Sentir dor exige um gasto constante do sistema nervoso, pois ela mantém o organismo em estado de alerta contínuo, o que consome energia física e mental.
Portanto, a dor pode causar fadiga, mesmo quando não há esforço físico.
Existe uma forma simples de explicar isso, conhecida como teoria das colheres.
Teoria das colheres
Imagine que cada pessoa acorda com uma quantidade limitada de energia disponível ao longo do dia (simbolizada por um número de colheres).
Para quem convive com dor crônica, parte dessa energia é usada apenas para lidar com a dor.
Atividades comuns como trabalhar, interagir e manutenção da rotina passam a exigir mais esforço.
Ou seja, a pessoa com dor “gasta mais colheres” somente com o estresse do corpo em processar a dor.
Isso explica por que a fadiga pode acompanhar a dor crônica.
Na dor crônica, o gasto energético contínuo do sistema nervoso contribui para o surgimento da fadiga.
Dor não é só local, é sistêmico.
Por isso, o tratamento precisa englobar todas as áreas da vida do paciente.
Para agendar sua consulta, entre em contato.