“Está com dor crônica e continua indo à praia?”

Outro dia, uma paciente me contou que ouviu esta frase agressiva de uma conhecida.

Ela se sentiu mal com a pergunta passivo-agressiva (com razão), afinal, estar na praia é um momento de prazer, que faz bem e, mesmo ali, com os pés fincados na areia, minha paciente estava convivendo com a dor.

Como médica, minha recomendação é: está com dor e gosta de praia? Vá à praia, sim! Vá, olhe o céu azul, sinta o aroma da brisa do mar, o focinho da areia nos pés…

Tome uma água de côco geladinha, escute os pássaros, o som do oceano e dos jovens jogando altinha.

Viva seu momento de prazer plenamente!

Isso é mindfulness. É estar presente nas sensações e é estratégia comprovada para diminuir a sensação de dor.

Quando você está fazendo algo que gosta, a tendência do cérebro é desfocar da dor e focar no prazer. Portanto, viva um estilo de vida focado no que te faz bem e feliz!

E se alguém questionar que você está fazendo algo que você ama durante uma crise de dor, pode responder: foi minha médica quem recomendou!

Trabalhando a autoaceitação

A resistência nos atrasa e, a aceitação pode nos ajudar a encontrar estratégias para lidar com os cenários que compõem a nossa realidade, pois a realidade é como é.

Por isso estou compartilhando com vocês alguns trechos do livro “Manual de Mindfulness e Autocompaixão: Um Guia Para Construir Forças Internas e Prosperar na Arte de Ser Seu Melhor Amigo”.

“Mindfulness não envolve apenas prestar atenção ao que está acontecendo no momento presente. Também envolve certa qualidade de atenção – aceitar o que está acontecendo, sem se perder em julgamentos de bom ou mau. Essa atitude é frequentemente descrita como não resistência. Resistência se refere ao conflito que ocorre quando achamos que nossa experiência momento a momento deveria ser diferente do que é.

Por exemplo, a resistência ao trânsito na hora do Rush poderia ser assim: Droga! A rodovia está totalmente bloqueada. Vou me atrasar para o jantar mais uma vez! Não acredito que aquele idiota tentou cortar a minha frente logo na ladeira. Estou tão incomodado com isso que a vontade é de gritar!!

Aceitação significa que, mesmo que possamos não gostar do que está acontecendo, reconhecemos que está acontecendo e podemos relaxar quanto ao fato de que as coisas não são exatamente da forma como queremos que sejam.”

A autoaceitação faz parte do tratamento.

Viver com dor e mais qualidade de vida é possível!

 

5 palavras que quem teve um AVC precisa ter em mente

5 palavras para quem teve um AVC copiar e colar na geladeira, para não esquecer!

 

1.Processo

Reabilitação é processo. Foque nos pequenos passos, um após o outro.

Crie o hábito de se parabenizar por cada pequena conquista alcançada, por cada dia vencido. Você merece!

 

2.Aceitação

Em muitos casos, o AVC muda a vida inteira do paciente e nem sempre é fácil aceitar essas mudanças.

Mas, mudanças e desafios não significam que não seja possível enxergar beleza e coisas boas na vida.

Trabalhar a aceitação é fundamental para o tratamento e bem estar emocional.

 

3.Terapia

Acompanhamento psicológico é muito importante para ajudar a digerir e entender as mudanças que o AVC traz.

Cuidar das emoções também faz parte do tratamento!

 

4. Confiança

Confiar no médico é fundamental.

Busque um médico que trate o paciente como um todo, que envolva a família e tenha sensibilidade necessária para criar um plano de reabilitação que se encaixe na sua realidade.

 

5.Comprometimento

Ter compromisso com o tratamento é ter compromisso com você mesmo. Se priorize. Se ame!

Seu melhor


O seu melhor não é o mesmo todos os dias porque você não é a mesma pessoa todos os dias. Respeite seu corpo. Respeite seu processo. Respeite a si mesma.