nov 21, 2022 | Dor Crônica, Emoções do paciente, Empatia, Fibromialgia, Fisiatria |
- Quando o portador de dor crônica se abrir sobre sua dor e a pessoa conta o caso da prima da amiga da vizinha que tem uma dor muito pior que a dela.
- Falar que a dor é psicológica
- Falar que a pessoa precisa “orar mais” ou que a sua dor é “falta de deus”.
E como você pode ajudar?
- Quando estiver com a pessoa, fale de assuntos positivos ou divertidos com leveza.
- Acolha a dor da pessoa, muitas vezes ouvir e se mostrar presente é suficiente.
- Promova momentos divertidos com a pessoa.
- Estimule a pessoa com palavras e atitudes.
Simples assim!
Acrescentaria mais alguma nesta lista? Deixe nos comentários!
set 27, 2022 | Dor Crônica, Emoções do paciente, Fibromialgia, Fisiatria |
Você sabia que depressão e dores crônicas estão intimamente conectadas?
Alguns estudos mostram que pacientes portadores da síndrome fibromiálgica são mais suscetíveis aos pensamentos e sentimentos negativos.
E é claro que esses pensamentos impactam no cotidiano e na qualidade de vida da pessoa, que pode se afastar até mesmo das suas atividades diárias e convívio social.
E isso é um ciclo, pois os sintomas depressivos aumentam os sintomas da fibromialgia que, por sua vez, podem reforçar a depressão.
Segundo o livro “A ciência da dor: sobre fibromialgia e outras síndromes dolorosas”, os sintomas depressivos da fibromialgia podem se manifestar em alguns sintomas, como:
- Estado de hipervigilância. Ou seja, a pessoa consegue viver sua vida e fazer atividades diárias, mas sente que as pessoas ao redor e os ambientes os quais frequentam dependem ele para funcionar adequadamente.
- Se sente muito responsável por tudo e todos.
- Apresenta pouco interesse em momentos de prazer e afeto, como o sexo.
- Forte tendência à catastrofização.
- Sensação frequente de angústia.
- Sentimento de solidão.
- Desesperança e limitação.
- Distúrbios do sono.
- Concentrar suas preocupações em torno de si, de suas dores e de seus problemas.
- Enxergar-se como incapaz.
- Não conseguir controlar pensamentos ruins sobre a doença.
- Sentimento de desamparo e abandono.
Ou seja, os sintomas psicológicos são muito importantes e tratar a depressão faz parte do tratamento da fibromialgia.
Procure um fisiatra para bolar um plano de tratamento completo e um bom psiquiatra para fazer parte desta jornada com vocês.
ago 29, 2022 | Dor Crônica, Emoções do paciente, Empatia, Fisiatria |
Ao contar sua história, o paciente faz um apanhado do que considera importante: onde dói, como dói, os gatilhos que fazem doer…
E muitas vezes não dói só no corpo: existem demandas emocionais que exigem muito do paciente, que pode se ver sobrecarregado emocionalmente.
Para o médico da dor isto é muito valioso, pois dor é sempre multifatorial e a sua história ajuda a compreender onde podemos trabalhar para diminuir os gatilhos de dor. Ser boa médica, para mim, envolve ser uma boa ouvinte.
Em atendimento percebi que não basta explorar só a queixa de dor do paciente em si. Preciso entender todo o contexto, identificar os fatores que podem estar contribuindo para este quadro de dor, para que eu consiga montar o plano de tratamento completo que o paciente merece.
Percebi que a escuta também ajuda no tratamento em si: paciente que se sente escutado, se sente valorizado. E paciente valorizado tende a aderir melhor ao tratamento, pois ele entende que tem direito de priorizar seu tratamento, de atender às suas necessidades e fazer o melhor para si mesmo.
Poi isso, eu gosto quando meus pacientes encontram esse acolhimento no consultório. Que eles se sintam à vontade para compartilhar um pouquinho da carga emocional relacionada à dor.
Abrir o coração e honrar a história do paciente faz parte do atendimento.
ago 19, 2022 | Emoções do paciente, Fisiatria |
Estudos mostram que Mindfulness (meditação da atenção plena) reduz os relatos de dor em pacientes com dor crônica.
Segundo o estudo, a meditação da atenção plena pode ajudar a melhorar os sintomas da dor crônica e diminuir a sensação de dor. O estudo analisou pessoas com:
- fibromialgia
- enxaqueca
- síndrome do intestino irritável
- dor lombar crônica
- dor generalizada
Como praticar?
Mindfulness significa atenção plena.
É uma técnica de meditação que consiste em estar totalmente atento ao momento presente, estando consciente dos sentimentos, emoções, desconfortos, ambiente, etc… tudo isso aqui e agora.
E não basta só estar atento.
É preciso não julgar nada, nenhum sentimento ou acontecimento, apenas aceitar e deixar ir. Não lutar contra.
Checklist:
- Quando for comer, preste atenção no alimento, na explosão de sabor, na textura, no cheiro. Perceba o alimento na sua boca, o movimento de cortar com o garfo… esteja presente no processo.
- Ao tomar banho, preste atenção na água caindo no seu corpo, na temperatura, em como seu corpo reage.
- Agora mesmo onde você está, preste atenção no seu corpo e no ambiente. Como está a sua postura? Seu corpo está emitindo sons? Quais sons? Você está percebendo a cadeira tocando seu corpo enquanto se senta? Quais sons você consegue observar no ambiente?
Tudo isso é mindfulness! Vamos praticar juntos?
jul 25, 2022 | Dor Crônica, Emoções do paciente, Estudos, Fisiatria |
O estudo “Terapia do Humor: Aliviando a Dor Crônica e Aumentando a Felicidade para os Idosos”, mostrou que o humor pode ajudar a diminuir a sensação de dor.
Como foi o estudo?
Pesquisadores fizeram um estudo experimental com dois grupos de idosos que sofriam com dor crônica há mais de 3 meses, em uma casa de repouso.
Grupo 1 – Participou do programa “Terapia do Humor”.
Grupo 2 – Não participou (grupo de controle).
Como era o programa?
1 hora por semana, durante 8 semanas.
Os participantes faziam trabalhos com estímulos, como: livros e fotos engraçadas, piadas do dia, áudios e vídeos engraçados, desenhos animados, notícias engraçadas, reflexões…
Além disso, eram estimulados a priorizar o humor em suas vidas cotidianas, rindo e compartilhando as histórias engraçadas que vivenciara.
Depois do programa de terapia do riso:
Grupo 1 – Diminuição da dor e da percepção da solidão. Aumento significativo na felicidade e satisfação com a vida.
Grupo 2 – Não houve alterações significativas.
O que isso significa?
Rir, se divertir, assistir comédias, buscar o humor, pode ajudar como forma complementar no tratamento.
O estudo afirma que a “Terapia do Humor é uma intervenção não farmacológica eficaz!”.
Médicos e outros profissionais de saúde podem incorporar o humor, o riso e a alegria no cuidado com seus pacientes.
abr 18, 2022 | AVC, Emoções do paciente, Empatia, Reabilitação |
Maria acordava todo dia às 6h e preparava o seu café com carinho. Se aprontava, passava um batom e ia trabalhar.
No trabalho, ela se sentia valorizada: ali ela podia ser ela mesma.
Até que um domingo que se parecia com todos os outros, ela sentiu o braço formigar e dificuldade de falar.
O marido correu com ela para o hospital: estava sofrendo um AVC.
Maria teve sequelas físicas: ficou com dificuldade de andar e sem autonomia.
Parou de trabalhar para focar na reabilitação.
Maria pensava: “Quem é essa pessoa no espelho? Cadê minha vida? Cadê EU?”
Maria não se reconhece mais.
Além das sequelas físicas, o AVC pode deixar sequelas emocionais no paciente. A sensação de perder a identidade é uma delas!
Como lidar com isso?
- Comece aceitando todas as emoções que envolvem o AVC. Raiva, medo, tristeza e a sensação de perda de identidade são algumas delas. E você PODE sentir todas elas.
- Tente entender que a sua realidade mudou, e por mais que seja desafiador, a aceitação é a base para uma reabilitação de sucesso.
- Busque ter momentos de alegria e de contato com você mesmo. Veja filmes, escute músicas, busque coisas que você já gostava antes do AVC.
- Tente manter a mente aberta. O AVC é um evento que transforma. Não estranhe se você se perceber com gostos diferentes. Tenha curiosidade em se descobrir nessa nova etapa.
- Tente focar no momento presente e no processo da reabilitação. Um exercício de cada vez, um passo após o outro. Uma longa caminhada só é possível se for feita passo a passo.
- Seja gentil com você mesmo e honre sua história. Além disso, procure o apoio da família e amigos.