abr 18, 2022 | AVC, Emoções do paciente, Empatia, Reabilitação |
Maria acordava todo dia às 6h e preparava o seu café com carinho. Se aprontava, passava um batom e ia trabalhar.
No trabalho, ela se sentia valorizada: ali ela podia ser ela mesma.
Até que um domingo que se parecia com todos os outros, ela sentiu o braço formigar e dificuldade de falar.
O marido correu com ela para o hospital: estava sofrendo um AVC.
Maria teve sequelas físicas: ficou com dificuldade de andar e sem autonomia.
Parou de trabalhar para focar na reabilitação.
Maria pensava: “Quem é essa pessoa no espelho? Cadê minha vida? Cadê EU?”
Maria não se reconhece mais.
Além das sequelas físicas, o AVC pode deixar sequelas emocionais no paciente. A sensação de perder a identidade é uma delas!
Como lidar com isso?
- Comece aceitando todas as emoções que envolvem o AVC. Raiva, medo, tristeza e a sensação de perda de identidade são algumas delas. E você PODE sentir todas elas.
- Tente entender que a sua realidade mudou, e por mais que seja desafiador, a aceitação é a base para uma reabilitação de sucesso.
- Busque ter momentos de alegria e de contato com você mesmo. Veja filmes, escute músicas, busque coisas que você já gostava antes do AVC.
- Tente manter a mente aberta. O AVC é um evento que transforma. Não estranhe se você se perceber com gostos diferentes. Tenha curiosidade em se descobrir nessa nova etapa.
- Tente focar no momento presente e no processo da reabilitação. Um exercício de cada vez, um passo após o outro. Uma longa caminhada só é possível se for feita passo a passo.
- Seja gentil com você mesmo e honre sua história. Além disso, procure o apoio da família e amigos.
mar 29, 2022 | AVC, Dor Crônica, Emoções do paciente, Fisiatria, Reabilitação |
5 palavras para quem teve um AVC copiar e colar na geladeira, para não esquecer!
1.Processo
Reabilitação é processo. Foque nos pequenos passos, um após o outro.
Crie o hábito de se parabenizar por cada pequena conquista alcançada, por cada dia vencido. Você merece!
2.Aceitação
Em muitos casos, o AVC muda a vida inteira do paciente e nem sempre é fácil aceitar essas mudanças.
Mas, mudanças e desafios não significam que não seja possível enxergar beleza e coisas boas na vida.
Trabalhar a aceitação é fundamental para o tratamento e bem estar emocional.
3.Terapia
Acompanhamento psicológico é muito importante para ajudar a digerir e entender as mudanças que o AVC traz.
Cuidar das emoções também faz parte do tratamento!
4. Confiança
Confiar no médico é fundamental.
Busque um médico que trate o paciente como um todo, que envolva a família e tenha sensibilidade necessária para criar um plano de reabilitação que se encaixe na sua realidade.
5.Comprometimento
Ter compromisso com o tratamento é ter compromisso com você mesmo. Se priorize. Se ame!
mar 22, 2022 | AVC, Empatia, Espasticidade, Fisiatria, Reabilitação |
Um AVC pode trazer sequelas que prejudicam os movimentos, mas é possível melhorar a mobilidade e, em alguns casos, recuperar os movimentos. Algumas atitudes ajudam a potencializar essa melhora:
1.Estimular corretamente
É importante estimular os movimentos de forma correta, seguindo as orientações do fisioterapeuta.
2.O plano de reabilitação deve ser completo
A reabilitação deve trabalhar todas as áreas da vida do paciente!
É importante acolher e instruir toda a família, olhar para a pessoa como um todo e bolar um plano de tratamento que se encaixe na realidade do paciente e que ele consiga cumprir.
3.Tratar a espasticidade
Se os músculos ficaram duros após o AVC, pode ser que você esteja com espasticidade, e isso compromete os movimentos.
Tratar a espasticidade com toxina botulínica, por exemplo, ajuda muito na recuperação dos movimentos.
4.Comprometimento com o tratamento
Ter disciplina é fundamental. Se comprometer com o tratamento é se comprometer com você!
5.Cuidar do emocional
Entender e aceitar que a vida mudou pode ser um processo difícil.
Focar no processo, comemorar cada pequena conquista e, se possível, fazer terapia, são atitudes que ajudam muito no sucesso do tratamento!
Dor tem tratamento!
mar 14, 2022 | Dor Crônica, Fisiatria |
Dirigir, ler (segurando um livro por muito tempo), digitar, ficar muito no celular… tudo isso pode ser um gatilho para desencadear a Síndrome do Túnel do carpo, que causa dor e dormência nas mãos e/ou dedos.
Os sintomas são mais comuns à noite, podendo ir e vir durante o dia. Em alguns casos, podem afetar o sono, já que a pessoa pode acordar com dor.
Como isso acontece?
Isso acontece quando o nevo que passa pelo punho é comprimido, causando dor e dormência nas mãos, dedos ou braços.
Ainda não sabemos o que leva esse nervo a ficar comprimido, mas existem algumas hipóteses, como:
- Tendões inchados passando pelo mesmo “túnel”;
- Tecidos que envolvem esses tendões estão inchados;
- Realização de movimentos repetitivos.
Tem tratamento?
Sim! E ele inclui o uso de talas no pulso, fisioterapia, medicamentos para redução da inflamação e do inchaço e, em alguns casos, cirurgia.
Consulte seu médico fisiatra para uma avaliação.
fev 18, 2022 | Dor Crônica |
Se você ainda não sentiu dor nas costas, a probabilidade de que vá sentir em algum momento da vida é grande: é uma das dores mais comuns no mundo! E muitas vezes se trata de algo simples.
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E, como saber quando devemos nos preocupar? 🤔
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👉 Existem alguns sinais que nos mostram que essa dor merece atenção:
- Rigidez matinal na coluna. Quando a pessoa vai se levantar pela manhã e sente a coluna dura.
- Perda de força nos braços ou pernas.
- Perda de sensibilidade nos braços, pernas e tronco (depende do nível da coluna que foi acometido).
- Perda de peso importante nos últimos meses.
- Ter osteoporose (no caso de queda recente ou osteoporose).
- Histórico de câncer há menos de 15 anos (principalmente câncer de mama ou próstata).
- Dificuldade para controlar o xixi ou cocô depois que começou a dor.
- Dor que irradia até o pé.
Não dê bobeira! Ao sentir qualquer tipo de dor, procure seu médico! Dor tem tratamento e você merece qualidade de vida.
fev 14, 2022 | AVC, Dor Crônica, Emoções do paciente, Empatia, Espasticidade, Fibromialgia, Fisiatria, Reabilitação |
- Dor tem tratamento, mas ele só funciona se for adequado para o seu caso. Por isso é tão importante o acompanhamento médico.
- A melhora não é do dia para a noite. O tratamento deve ser diário e ininterrupto.
- Não se prenda aos sintomas e foque no que você pode fazer. O comprometimento com o tratamento é o seu maior aliado.
- Não se cobre tanto e tente manter uma visão positiva sobre si mesmo e a vida. Lembrando que o tratamento para dor é processo, fica mais fácil passar por ele com leveza.
Tratamento de dor crônica é trabalho de formiguinha: devagar, uma coisa de cada vez e um dia após o outro. Com paciência e otimismo conseguimos melhores resultados.
jan 25, 2022 | Uncategorized |
Como sempre conversamos por aqui, o impacto das dores crônicas na saúde mental é uma consequência real da doença e, por isso, nunca devemos deixar de dar atenção especial a esta questão.
E com o objetivo de convidar as pessoas a refletirem sobre a saúde mental e a importância da prevenção do adoecimento emocional, a campanha Janeiro Branco é uma iniciativa que visa colocar esse tema em evidência.
A campanha tem esse nome em referência ao primeiro mês do ano, onde em termos simbólicos e culturais, as pessoas estão mais propensas a pensaram em suas vidas, emoções e sentidos existenciais, bem como, estão mais dispostas a um reinício, a uma nova forma de atitude e , consequentemente, de ter esperança.
Pensando nisso, vamos focar na ideia de cuidar da saúde mental aproveitando a campanha do Janeiro Branco e reforçando a necessidade desse cuidado para quem sofre de dor crônica.
Relação entre dor crônica e saúde mental:
A dor crônica e a saúde mental estão fortemente associadas.
Doenças como depressão, fobia social, e transtorno de pânico podem ser comuns em pacientes portadores de dor crônica.
A ansiedade e a depressão podem piorar a dor crônica, assim como, a dor pode exacerbar problemas de saúde mental.
As condições da dor crônica são notoriamente mais difíceis de diagnosticar, o que posterga um tratamento eficaz, causando frustração mental e emocional.
Porém, existem muitos tratamentos eficazes contribuem para melhorar a qualidade de vida das pessoas que sofrem de dores crônicas e problemas de saúde mental.
Aqui o importante é usar a Campanha do Janeiro Branco para alertar você, paciente de dor crônica, sobre a importância de se manter saudável emocionalmente, até para que você saiba lidar com a doença em si.
Já vimos que o suporte emocional e tratamento psicológico adequado ajudam os pacientes a terem uma vida mais estável e a recuperarem a auto estima.
Cuidado mental e estilo de vida:
É possível fazer uma grande diferença em como você se sente física e emocionalmente, desde que você não descuide da importância de manter a sua saúde mental para lidar com a dor crônica.
Para isso, cuidados diários com a sua saúde mental devem se tornar hábitos para um estilo de vida duradouro.
Vou sugerir algumas estratégias que podem te ajudar no dia a dia. Mas não esqueça: Primeiro passo é individualizar sua conduta diante da sua realidade e das suas possibilidades. Cada paciente tem uma história e uma realidade diferente.
- Encontre e participe de uma atividade que seja significativa para você;
- Estabeleça o seu ritmo. Faça pausas quando necessário;
- Mantenha-se socialmente engajado. O isolamento social pode piorar a depressão e a dor crônica;
- Encontre adaptações para atividades que têm mais valor para você.
- Use um aplicativo de meditação e experimente técnicas de gerenciamento de estresse, como ioga e respiração profunda;
- Siga uma dieta anti-inflamatória, que pode ajudar com dores crônicas e fadiga;
- Experimente exercícios aeróbicos de baixo impacto, que podem aumentar as endorfinas, aliviar a dor, restaurar o tônus muscular e aumentar sua sensação de bem-estar;
- Durma melhor. O sono desempenha um papel importante na modulação da dor e na recarga de suas energias. Siga uma rotina de sono antes de ir para a cama, como por exemplo, a meditação. Mantenha as luzes fortes longe de seu quarto e desligue todas as telas pelo menos uma hora antes;
- Adote um animal de estimação, se puder. A terapia com animais de estimação oferece companhia e também pode tirar você de casa, ajudando a reduzir o isolamento.
- Faça terapia com um profissional especializado em tratamento para pacientes de dor crônica.
E então, vamos aproveitar o Janeiro Branco e colocar a nossa saúde mental como prioridade neste ano que se inicia?
Sua saúde mental e emocional importam!
dez 15, 2021 | Reabilitação |
A experiência da pandemia causou impacto na vida e na saúde das pessoas com potencial efeitos futuros.
Com o desregramento cotidiano das vidas das pessoas em todos os setores, as consequências também foram agravadas.
Mas como isso impacta na vida de pacientes que sofrem de dor crônica?
Vamos falar sobre os impactos da pandemia nesses pacientes, sejam eles acometidos ou não pela doença.
Potencial aumento da dor crônica após a pandemia.
A pandemia se estendeu além de doenças físicas, impactando, principalmente, em acúmulo de estresse psicossocial com prolongados períodos de isolamento, medo de contaminação pelo vírus e incertezas financeiras futuras.
Adicionado a isso, também tivemos uma série de notícias desencontradas veiculadas pela mídia, as diferentes recomendações de procedimento pelas autoridades públicas de saúde e o completo desconhecimento sobre a doença.
Vamos falar, então, sobre as consequências da dor crônica causadas pela covid, em algumas situações que foram observadas:
- Desenvolvimento de dor crônica em pacientes que tiveram Covid-19;
- Pacientes com dor apresentaram exacerbação da dor já existente
- Desenvolvimento de dor crônica em pacientes que não foram contaminados.
A dor crônica deve ser considerada num contexto integrativo biopsicossocial, ou seja, os sintomas são resultado de uma complexa interação dinâmica entre o biológico, o psicológico e os fatores sociais, sem esquecer dos mecanismos de predisposição, como fatores genéticos, experiência de dores anteriores, eventos traumáticos físicos ou emocionais.
Infecções funcionam como gatilho para a dor crônica?
Sim, infecções agudas são capazes de desencadear a dor crônica.
Doenças virais agudas geralmente se apresentam com dor muscular e fadiga, além do sintoma orgânico especifico.
A maioria das pessoas infectadas pela COVID (acometidos ou não de dor crônica preexistente), apresentam nos 2 anos posteriores, a chamada “Síndrome pós SARS crônica”, que consiste em fadiga, dor muscular difusa, depressão e sono não restaurador.
A dor crônica como consequência da pandemia:
Desenvolvimento de dor crônica em pacientes que tiveram Covid-19.
Pacientes com COVID podem apresentar uma gama de sintomas, desde os assintomáticos aos que desenvolvem a forma grave da doença, aqueles com dificuldades respiratória.
Os sintomas não específicos que acometem os paciente de COVID incluem fadiga, dor muscular, calafrios e dores de cabeça, quadro conhecido para os que sofrem de dor crônica.
Estudos apontam que a resposta imunológica, observada em paciente acometido por dor crônica, é menor do que em pacientes não acometidos, em razão de fatores como depressão, sono insatisfatório e uso de opióides.
Muitos pacientes com COVID que precisam de cuidados mais sérios, como as internações em Unidades de Terapia Intensiva, correm um risco maior de limitações funcionais de longa duração, sofrimento psicológico e dor crônica.
Pacientes com dor crônica apresentaram exacerbação da dor já existente.
Os pacientes acometidos de dor crônica que foram infectados pela COVID, por certo sofrem uma exacerbação da dor já existente.
Como já vimos, a própria infecção viral já tem como consequência secundária sintomas já conhecidos dos pacientes de dor crônica, como a dor muscular, a fadiga, dores de cabeça e calafrios.
Aliado a isso, o isolamento social e as restrições causam dificuldade e manutenção do tratamento ordinário da dor.
O acesso às prescrições médicas e a reabilitação foram limitados na pandemia, causando exacerbação das dores.
Desenvolvimento de dor crônica em pacientes que não foram contaminados.
Os pacientes de dor crônica podem apresentar aumento de dor, em razão da pandemia, sem nunca terem sido infectados.
Pacientes que não foram infectados apresentam uma maior prevalência de distúrbios do sono, estresse, sofrimento emocional, interrupção das atividades físicas, redução da mobilidade e mudanças nas relações familiares, impostas pelo home office e educação escolar dentro de casa.
O estresse psicológico e emocional é um dos fatores de surgimento ou exacerbação de dor crônica em pacientes não infectados.
Além disso, outros fatores são determinantes para o desenvolvimento da dor:
• o comprometimento do atendimento médico regular,
• clinicas menos acessíveis ou fechadas,
• profissionais de saúde desviados para o combate a pandemia,
• tempos de espera prolongados para os pacientes de dor crônica, por ser considerado menos urgente,
• o medo de exposição à infecção,
• menor acesso a equipe de saúde interdisciplinar.
Esses problemas podem exacerbar a dor mesmo na ausência da doença viral.
Aborrecimentos diários e pessoais parecem propensos a causar sintomas de dor crônica.
Estratégias para atenuar os efeitos da dor crônica pós pandemia.
Embora as condições da dor crônica sejam consideradas por alguns estudiosos diretamente relacionadas ao estresse e a angústia, estudos mostram que os níveis de sofrimento psicológico são modestamente relacionados ao desenvolvimento da dor crônica.
O que se sabe é que os mais fortes fatores de desenvolvimento são a dor crônica específica, o acometimento da dor no sexo feminino, o baixo nível sócio econômico, bem como sono insatisfatório e redução da atividade física
Ainda não se sabe se a COVID causará aumento da dor crônica para a população em geral.
Os fatores de risco para o desenvolvimento estão sendo estudados em fibromialgia e outras disfunções.
Porém, por enquanto, podemos atenuar todos esses efeitos decorrentes da pandemia:
• serviços de reabilitação devem ser disponibilizados para atendimento hospitalar e ambulatorial;
• garantia de acesso a serviços psicológicos, fisioterapia e terapia ocupacional;
• cuidados médicos de rotina devem ser retomados;
• novos métodos de atendimento devem ser implementados, como a telemedicina, por exemplo.
Dessa forma podemos minimizar os impactos da pandemia na vida dos pacientes que sofrem de dor crônica e, assim, ter uma qualidade de vida muito melhor.
out 19, 2021 | Dor Crônica, Fisiatria, Reabilitação |
Você já sentiu dores agudas no rosto como se tivesse levando um choque por alguns minutos? Você sabe o que é?
Se você se identificou, provavelmente acabou de descobrir que sua dor é real e que estamos falando de uma doença que acomete principalmente mulheres, chamada neuralgia do trigêmeo.
A boa notícia é que existe tratamento preventivo de alívio para essa dor crônica que é conhecida “como a pior dor do mundo”.
Vamos descobrir o que é, quais os sintomas e qual o tratamento adequado para aliviar a sua dor?
1 – O que é a neuralgia do trigêmeo?
A neuralgia do trigêmeo é uma síndrome dolorosa facial intensa que ocorre devido a disfunção do 5º nervo craniano, nervo trigêmeo.
Ele tem a função de transportar informações sensitivas do rosto para o cérebro e controla os músculos envolvidos na mastigação.
A lesão no nervo trigêmeo é o que vai causar a dor crônica que estamos falando.
1.1 – Mas afinal, o que é o nervo trigêmeo e como se dá essa disfunção que causa tanta dor?
O nervo trigêmeo é um dos 12 pares de nervos cranianos que estão ligados diretamente no tronco cerebral.
É o principal nervo da face e sua função primordial é veicular toda a sensibilidade do rosto até cérebro. Ele possui três ramificações que são responsáveis pela condução dessas sensações.
A lesão causada no nervo trigêmeo é o que vai causar a dor crônica que o paciente identifica como se fosse choques no rosto.
E como identificar que você pode estar sofrendo de neuralgia e não de uma dor de dente aguda?
2 – Quais os sintomas característicos da neuralgia?
O principal sintoma é caracterizado por uma dor facial intensa, aguda, forte e súbita.
Pode ser comparada a uma pontada, uma queimação, mas na maioria das vezes a sensação de estar levando um choque no rosto é a mais comum.
Geralmente é sentida em apenas um lado do rosto e raramente ultrapassa poucos minutos.
O problema é que ela causa uma crise chamada paroxística, que ocorre em vários episódios ao longo do dia. A crise pode durar semanas ou até meses.
Mas, e depois, como essa dor se comporta? Ela volta?
2.1 – Período de remissão: como funciona?
Entre as crises – o chamado período de remissão, o paciente fica livre das dores, mas elas voltam sim.
Com o passar do tempo esses intervalos vão ficando menores, aumentando a frequência, e as dores retornam cada vez mais intensas.
As dores são tão extremadas e incapacitantes e podem causar distúrbios psiquiátricos ou até levar ao suicídio.
Mas porque essas crises chegam, o que as desencadeiam afinal de contas ?
3 – O que desencadeia a crise?
Primeiro é importante que você tenha em mente que a dor pode aparecer espontaneamente, sem que você tenha contribuído em nada para ela aparecer.
Isso é importante, porque os pacientes tendem a se culpar pela dor. E não, não é culpa sua! É simplesmente uma doença.
Porém, existem alguns gatilhos desencadeados por um estímulos sensoriais cotidianos, como um toque, a mastigação, o escovar dos dentes, falar, beber água e até mesmo o clima frio.
Tá vendo: você não tem responsabilidade alguma sobre os episódios de dor.
Sim, mas e o que fazer amenizar esses episódios de crise? Como tratar a Neuralgia Trigeminal?
4 – Como tratar a neuralgia do trigêmeo?
O diagnóstico da Neuralgia do Trigêmeo é feito através de uma análise clínica detalhada dos sintomas do paciente.
Como a causa da neuralgia pode ser variada, os neurocirurgiões e neurologistas podem tratar a dor com medicação específica, dependendo do caso, como anticonvulsivantes e outros medicamentos.
Dependendo do caso, ainda, também há indicação de cirurgia quando a causa é a compressão do nervo por artéria em posição anômala.
Lembrando que os analgésicos não costumam ser eficazes nesse tipo de dor.
E qual o tratamento adequado da neuralgia do trigêmeo? E qual a abordagem desse tratamento pelo fisiatra?
5 – Qual a abordagem do tratamento pelo Fisiatra?
O tratamento dessa patologia pelo fisiatra não é diferente do tratamento por outras especialidades médicas.
Não existe um tratamento universalmente adequado, cada caso tem a sua especificidade.
Porém, a abordagem da dor pelo Fisiatra é global e preventiva.
O tratamento da dor através da toxina botulínica é bastante recomendado por este especialista.
Estudos sugerem que a toxina botulínica tem ação inibitória na informação que leva a dor ao cérebro do nervo lesionado.
As aplicações de toxina, em dose e localização apropriadas, alteram os mecanismos da transmissão da dor na neuralgia do trigêmeo, com redução da sensibilização central e dos sintomas da dor neuropática.
O tratamento pode ser iniciado logo no começo das dores, em conjunto ou isoladamente no tratamento preventivo, e pode ser muito importante em algumas ocasiões, como na contraindicação ao tratamento cirúrgico.
Além da comodidade de evitar tomar medicamentos continuamente e evitar realizar uma cirurgia, a toxina botulínica em geral tem poucos efeitos colaterais e a aplicação é feita a cada 3 ou 4 meses apenas.
Já que chegamos até aqui, e se você se identificou com os sintomas, principalmente o choque no rosto, que tal fazer uma avaliação e começar um tratamento preventivo e não tão invasivo, que vai aliviar suas dores e trazer benefícios a longo prazo?
Ao invés de lutar contra sua dor, abrace-a e descubra a melhor maneira de lidar com ela.
out 14, 2021 | Dor Crônica, Emoções do paciente, Empatia, Fibromialgia, Fisiatria |
Você conhece as 5 formas de ajudar alguém com fibromialgia?
Se você conhece, provavelmente já se perguntou: “como será que eu posso ajudar?”
Existem maneiras muito eficientes de você não só ajudar a amenizar a dor, como participar ativamente desse processo, levando uma melhor qualidade de vida a essas pessoas.
Vamos descobrir como?
1 – busque informações sobre o que é fibromialgia – como ela é desencadeada, como se desenvolve, quais são seus fatores agravantes e, principalmente, quais são os seus gatilhos.
Porque como já sabemos, os fibromiálgicos sofrem muitos preconceitos, são discriminados pelas recorrentes dores que pessoas comuns como nós, não conseguem entender.
A partir disso, podemos nos inserir no processo de tratamento junto com o paciente. Você quer descobrir como?
2 – Fazer exercícios físicos – que tal chamar seu amigo ou familiar para se exercitar com você?
Um passeio, uma caminhada, uma ida a academia já são suficientes para você mantê-lo incentivado, ao mesmo tempo que ele vai se sentir aliviado pelas dores causadas pela fibromialgia.
E não é isso. Porque os benefícios do exercício físico, os gatilhos da dor crônica podem ser evitados com simples gestos de empatia e solidariedade que você pode oferecer.
3 – Estimular uma alimentação saudável – você sabia que um dos gatilhos da fibromialgia é a alimentação? A alimentação está diretamente ligada às inflamações musculares e nervosas.
Por isso é importante que o paciente com fibromialgia tenha uma alimentação rica em magnésio, potássio e ômega 3 que aliviam os sintomas da dor.
Chame seu amigo ou familiar para iniciar uma dieta alimentar com você, por exemplo.
Além de incentivá-lo, você estará ajudando a eliminar um dos gatilhos da dor.
Ou quando você estiver com ele evite comer alimentos com glúten, lactose e tantos outros que são inflamatórios.
Esse tipo de atitude pode ser um enorme diferencial para ele e vai contribuir muito para o seu tratamento.
Mas, além disso, você ainda pode ajudar de forma simples: o que você acha de se inserir no cotidiano da pessoa?
4 – Que tal ajudar seu amigo ou familiar nas tarefas domésticas?
Uma forma muito eficiente de ajudar pessoas que sofrem de fibromialgia é sem dúvida sua disponibilidade de tempo oferecendo ajuda simples e direta.
Pode parecer que não é muita coisa, mas se você ajudar nas tarefas do dia a dia, como por exemplo, limpar a casa, lavar a louça, passar a roupa, você estará poupando muito a energia dessa pessoa que um simples trabalho doméstico pode significar um esforço imenso, gerando um cansaço enorme que pode desencadear a dor.
Esses pequenos gestos vão contribuir muito para o tratamento do fibromiálgico e, também, para você que começa a aprender a lidar com essa realidade e passa a entender a doença dentro da normalidade.
E de que normalidade é essa que estamos falando?
5 – Não sinta pena do portador de dor crônica – a fibromialgia tem que ser encarada apenas como uma realidade que pode ser contornada.
Sentir pesar só vai contribuir para que essas pessoas se sintam cada vez mais pressionadas, se sintam um estorvo na vida de familiares e amigos, o que pode desencadear uma das principais consequências de quem sofre de dor crônica: a depressão.
Trate com normalidade e mostre que você está disponível para entender e ajudar.
Faça com que seu amigo ou familiar se sinta entendido e acolhido. Que você entende que a sua dor é real e precisa do entendimento das pessoas que estão em volta, assim como você está tendo a partir de agora.
A sua vontade de ajudar já vai ter um significado enorme para essa pessoa. Ela vai se sentir acolhida, amada e sabendo que pode contar com você.
Seja essa pessoa para o paciente de fibromialgia. E aí vamos começar a acolher nossos amigos e parentes que sofrem de dor crônica?