nov 1, 2023 | Dor Crônica, Emoções do paciente, Empatia, Fisiatria |
A dor crônica pode trazer consigo uma sensação de perda.
A perda da liberdade de movimento, a perda de como você costumava se sentir e de atividades que antes eram simples.
E, muitas vezes, focar nessa sensação pode alimentar o apego ao passado, o que pode tornar a experiência ainda mais dolorosa.
Em meio às lutas diárias é fundamental lembrar de um princípio essencial: não se compare com quem você era antes da dor.
Você, hoje, é uma nova pessoa.
Uma pessoa que enfrentou desafios e obstáculos que muitos nunca compreenderão.
Sua resiliência, força e determinação merecem o seu reconhecimento.
Não se compare com a sua versão pré-dor, mas sim com a pessoa que cresceu e evoluiu enfrentando esses desafios e está aqui lendo este texto.
Aceitar a pessoa que você é hoje, com todas as suas experiências e cicatrizes, é um ato de amor próprio e o primeiro passo para o autoconhecimento desta nova “eu” que está aí, nesta etapa da sua vida.
Uma “eu” mais resiliente, forte e determinada.
Orgulhe-se de você.
set 11, 2023 | Emoções do paciente, Empatia |
É autocompaixão:
- priorizar o seu bem estar
- executar o tratamento de forma comprometida
- focar no processo e não nos resultados
- trabalhar a aceitação
- permitir-se descansar
- dar pequenos passos para seus objetivos pessoais
- viver o momento presente
- afastar-se de pessoas e ambientes tóxicos
- cuidar do seu ambiente para que seu espaço te dê paz
- cultivar novos sonhos
Não é autocompaixão:
- render-se à não aceitação
- deixar de ir a lugares que te fazem bem
- se sobrecarregar
- deixar o medo das crises te paralisar
- ser refém das comparações
- rigidez
- focar no passado
- tentar suprir e dar conta de tudo, mesmo com dor
- dizer sim quando quer dizer não
- deixar de fazer coisas que te dão prazer
Comece a se priorizar!
ago 11, 2023 | Dor Crônica, Empatia, Fisiatria |
Outro dia, uma paciente me contou que ouviu esta frase agressiva de uma conhecida.
Ela se sentiu mal com a pergunta passivo-agressiva (com razão), afinal, estar na praia é um momento de prazer, que faz bem e, mesmo ali, com os pés fincados na areia, minha paciente estava convivendo com a dor.
Como médica, minha recomendação é: está com dor e gosta de praia? Vá à praia, sim! Vá, olhe o céu azul, sinta o aroma da brisa do mar, o focinho da areia nos pés…
Tome uma água de côco geladinha, escute os pássaros, o som do oceano e dos jovens jogando altinha.
Viva seu momento de prazer plenamente!
Isso é mindfulness. É estar presente nas sensações e é estratégia comprovada para diminuir a sensação de dor.
Quando você está fazendo algo que gosta, a tendência do cérebro é desfocar da dor e focar no prazer. Portanto, viva um estilo de vida focado no que te faz bem e feliz!
E se alguém questionar que você está fazendo algo que você ama durante uma crise de dor, pode responder: foi minha médica quem recomendou!
jul 14, 2023 | Emoções do paciente, Empatia, Fisiatria |
A resistência nos atrasa e, a aceitação pode nos ajudar a encontrar estratégias para lidar com os cenários que compõem a nossa realidade, pois a realidade é como é.
Por isso estou compartilhando com vocês alguns trechos do livro “Manual de Mindfulness e Autocompaixão: Um Guia Para Construir Forças Internas e Prosperar na Arte de Ser Seu Melhor Amigo”.
“Mindfulness não envolve apenas prestar atenção ao que está acontecendo no momento presente. Também envolve certa qualidade de atenção – aceitar o que está acontecendo, sem se perder em julgamentos de bom ou mau. Essa atitude é frequentemente descrita como não resistência. Resistência se refere ao conflito que ocorre quando achamos que nossa experiência momento a momento deveria ser diferente do que é.
Por exemplo, a resistência ao trânsito na hora do Rush poderia ser assim: Droga! A rodovia está totalmente bloqueada. Vou me atrasar para o jantar mais uma vez! Não acredito que aquele idiota tentou cortar a minha frente logo na ladeira. Estou tão incomodado com isso que a vontade é de gritar!!
Aceitação significa que, mesmo que possamos não gostar do que está acontecendo, reconhecemos que está acontecendo e podemos relaxar quanto ao fato de que as coisas não são exatamente da forma como queremos que sejam.”
A autoaceitação faz parte do tratamento.
Viver com dor e mais qualidade de vida é possível!
jan 11, 2023 | Emoções do paciente, Empatia, Fisiatria |
A dor nunca é isolada, é sempre resultado de uma série de fatores, como “pecinhas” de um quebra-cabeça, que vamos montando até entender o quadro geral.
É por isso que um desentendimento no trabalho ou uma briga com o marido podem contribuir para o aumento da dor. Não por ser a causa em si, mas pode ser uma das pecinhas importantes desse quebra-cabeça.
O “quebra-cabeça” da dor e incapacidade
Saber como é o dia a dia do paciente, se a sua casa tem ou não escada e sua relação com os colegas de trabalho são alguns exemplos de informações valiosas para o trabalho do fisiatra.
Isso por que o fisiatra avalia a pessoa como um todo, já que vários aspectos influenciam na sensação de dor, na funcionalidade e na qualidade de vida do paciente.
É nosso papel tentar entender as “pecinhas” do quebra-cabeça daquela pessoa que podem estar contribuindo para o aumento da dor e diminuindo a função.
Além disso, o fisiatra tem a visão de avaliar e melhorar a função da pessoa.
Ajude a melhorar mais vidas! Envie para quem precisa ler esse conteúdo!
nov 21, 2022 | Dor Crônica, Emoções do paciente, Empatia, Fibromialgia, Fisiatria |
- Quando o portador de dor crônica se abrir sobre sua dor e a pessoa conta o caso da prima da amiga da vizinha que tem uma dor muito pior que a dela.
- Falar que a dor é psicológica
- Falar que a pessoa precisa “orar mais” ou que a sua dor é “falta de deus”.
E como você pode ajudar?
- Quando estiver com a pessoa, fale de assuntos positivos ou divertidos com leveza.
- Acolha a dor da pessoa, muitas vezes ouvir e se mostrar presente é suficiente.
- Promova momentos divertidos com a pessoa.
- Estimule a pessoa com palavras e atitudes.
Simples assim!
Acrescentaria mais alguma nesta lista? Deixe nos comentários!