Dores degenerativas na coluna

As dores degenerativas da coluna são dores que podem ser associadas ao processo de envelhecimento e desgaste que ocorre ao osso e aos tecidos moles da coluna vertebral.

Temos diversas estruturas na coluna que são fontes de dor.

Uma mesma dor (como dor lombar ou na cervical, por exemplo) pode ser causada por estruturas diferentes.

Algumas causas comuns:

  • dor do disco, causada pela hérnia de disco
  • artrose das articulações facetárias, que são articulações da coluna
  • inflamação de ligamentos
  • dor muscular

Existem causas não degenerativas de dor na coluna que podem ser mais graves, como fratura, infecção ou câncer.

Essas causas não tem a ver com a degeneração e para diferenciar e diagnosticar é preciso avaliação médica.

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Os primeiros passos para reabilitação pós AVC

Essa etapa inicial é fundamental para ajudar os pacientes a recuperarem a mobilidade, a independência e a qualidade de vida.

São alguns passos iniciais nesse processo:

Avaliação médica e diagnóstico

O primeiro passo é uma avaliação médica abrangente para determinar a extensão das sequelas causadas pelo AVC e identificar as necessidades específicas do paciente.

 

Plano de tratamento

O fisiatra desenha um plano de tratamento multidisciplinar para a reabilitação pós-AVC.

 

Estabelecimento de metas

Com o fisiatra e demais profissionais do plano de tratamento, o paciente e seus familiares vão estabelecer metas realistas para a recuperação.

Essas metas podem incluir o retorno a atividades diárias, como caminhar ou vestir-se, e as evoluções são acompanhadas pelo fisiatra.

 

Fisioterapia e terapia ocupacional

A fisioterapia ajuda a melhorar a mobilidade e a força muscular, enquanto a terapia ocupacional ajuda o paciente a recuperar a independência em tarefas diárias, como escovar os dentes e tomar banho.

 

Fonoaudiologia

Se o AVC afeta a fala, a deglutição ou a comunicação, um fonoaudiólogo pode ajudar o paciente a melhorar nessas funções.

 

Apoio psicológico

O apoio psicológico, como terapia e atendimento psiquiátrico, pode ser valioso para o paciente e seus familiares.

 

Tratamento de espasticidade e dor

A aplicação de toxina botulínica pode ajudar a melhorar a mobilidade e reduzir a dor causada pelo endurecimento dos músculos.

 

Adesão do paciente ao plano de tratamento

É fundamental a adesão do paciente à execução das estratégias traçadas no plano de reabilitação.

 

 

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Infiltração no quadril – tratamento de dor

Podemos utilizar alguns tipos de infiltração para o quadril:

  • infiltração com ácido hialurônico dentro da articulação do quadril
  • bloqueio do nervo da cápsula do quadril (indicada para dores que geralmente vêm de dentro da articulação, indicada comumente como “dor na virilha”)
  • infiltração fora do quadril (geralmente no tendão e na bursa, o famoso culote)
  • infiltração de medicamentos na região (indicada para dor muscular na região de glúteo ou coxa, que pode irradiar para o quadril)

É importante lembrar que mesmo a dor sendo no quadril, estruturas diferentes podem estar causando a dor.

O que vai guiar a escolha para qual tipo de infiltração usar é o exame físico para entender de onde está vindo a dor.

O problema pode ser intra articular ou extra articular. Por isso, o exame físico é fundamental.

Vale lembrar que o procedimento é tranquilo, feito em consultório, o paciente é liberado no mesmo dia e muitas pessoas relatam alívio imediato da dor.

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Não se compare com quem você era antes da dor

A dor crônica pode trazer consigo uma sensação de perda.

A perda da liberdade de movimento, a perda de como você costumava se sentir e de atividades que antes eram simples.

E, muitas vezes, focar nessa sensação pode alimentar o apego ao passado, o que pode tornar a experiência ainda mais dolorosa.

Em meio às lutas diárias é fundamental lembrar de um princípio essencial: não se compare com quem você era antes da dor.

Você, hoje, é uma nova pessoa.

Uma pessoa que enfrentou desafios e obstáculos que muitos nunca compreenderão.

Sua resiliência, força e determinação merecem o seu reconhecimento.

Não se compare com a sua versão pré-dor, mas sim com a pessoa que cresceu e evoluiu enfrentando esses desafios e está aqui lendo este texto.

Aceitar a pessoa que você é hoje, com todas as suas experiências e cicatrizes, é um ato de amor próprio e o primeiro passo para o autoconhecimento desta nova “eu” que está aí, nesta etapa da sua vida.

Uma “eu” mais resiliente, forte e determinada.

Orgulhe-se de você.

Coisas que podem ajudar na retomada dos movimentos após AVC

  1. Estímulo com fisioterapeuta especializado em lesão neurológica. É fundamental para fortalecer os músculos e melhorar na coordenação.
  2. Terapia ocupacional. Ela tem como objetivo ajudar a retomar as atividades do dia a dia, como escovar os dentes e tomar banho, e adaptar o ambiente para facilitar a mobilidade.
  3. Atividade física. Manter uma rotina de exercícios adaptados à sua condição ajuda a prevenir a rigidez dos músculos e melhora a mobilidade.
  4. Tratar a espasticidade. A espasticidade é o endurecimento do músculo e o músculo endurecido não possui mobilidade, prejudicando o movimento. Tratamos a espasticidade com aplicação de toxina botulínica em consultório e notamos uma melhora considerável na mobilidade e redução da dor nos pacientes.
  5. Metas realistas. Estabeleça metas realistas para sua recuperação. Definir objetivos alcançáveis ajuda a manter o foco e a motivação.
  6. Apoio emocional. A recuperação após uma lesão neurológica poder ser emocionalmente desafiadora. Buscar apoio de um profissional de saúde mental e contar com o apoio de pessoas que você confia pode ajudar a lidar com estresse e ansiedade.

 

Lembrando que cada caso é único e é importante o acompanhamento de perto com o fisiatra.

Tratamento para Síndrome do Túnel do Carpo: infiltração do punho

Síndrome do túnel do carpo é muito comum e tem os seguintes sintomas nas mãos:

  • dor
  • dor associada a fraqueza
  • formigamento
O tratamento

Em um primeiro momento, buscamos tratamento conservador. Não obtendo a resposta esperada, pode ser indicada uma técnica chamada hidrodissecção.

A síndrome do túnel do carpo é causada por uma compressão de um nervo da mão.

Nessa técnica, fazemos infiltração do medicamento ao redor desse nervo. O uso do corticoide infiltrado diminuir a infiltração na região e age separando o tecido mole ao redor do nervo, deixando o nervo mais “livre”.

O resultado é uma melhor na dor.

O procedimento é:

  • guiado por ultrassom
  • simples
  • realizado no consultório

Como entendemos um quadro de dor?

Já sabemos que a dor é multifatorial, ou seja, é provocada por uma série de fatores que, juntos, montam um quadro muito únicos para cada paciente.

O fisiatra é o médico especializado em montar um plano de tratamento que aborde todas essas áreas, faz os ajustes necessários e acompanha a evolução do paciente.

Juntando as pecinhas, montamos o quebra-cabeça único de cada quadro de dor e o tratamento adequado.

  1. fisioterapeuta
  2. medicamentos
  3. procedimentos
  4. higiene do sono
  5. mudanças no estilo de vida
  6. terapia cognitivo comportamental
  7. autocompaixão
  8. aprender a colocar limites

Além disso, utilizo em consultório várias ferramentas e procedimentos para alívio da dor e melhora do movimento, como:

  1. aplicação de toxina botulínica para espasticidade
  2. infiltração de medicamentos para dor
  3. bloqueio nervo occipital
  4. bloqueio facetário

Viver co mais qualidade de vida e menos do é possível!

O que é autocompaixão na dor crônica e o que não é

É autocompaixão:

  • priorizar o seu bem estar
  • executar o tratamento de forma comprometida
  • focar no processo e não nos resultados
  • trabalhar a aceitação
  • permitir-se descansar
  • dar pequenos passos para seus objetivos pessoais
  • viver o momento presente
  • afastar-se de pessoas e ambientes tóxicos
  • cuidar do seu ambiente para que seu espaço te dê paz
  • cultivar novos sonhos

Não é autocompaixão:

  • render-se à não aceitação
  • deixar de ir a lugares que te fazem bem
  • se sobrecarregar
  • deixar o medo das crises te paralisar
  • ser refém das comparações
  • rigidez
  • focar no passado
  • tentar suprir e dar conta de tudo, mesmo com dor
  • dizer sim quando quer dizer não
  • deixar de fazer coisas que te dão prazer

Comece a se priorizar!

Por que o exercício ajuda no controle da dor?

Quando falamos de exercício físico para o controle da dor, muita gente pensa que é devido ao fortalecimento dos músculos. Mas não é só isso: o exercício funciona como um analgésico para a dor.

Como funciona?

O sistema nervoso é “neuroplástico”, o que significa que as alterações que ocorrem no estado de dor crônica podem ser revertidas.

Vários estudos têm demonstrado que o exercício melhora a dor mesmo na ausência de melhoras da força, flexibilidade ou resistência.

Ou seja, ao fazer atividade física não trabalhamos apenas o fortalecimento muscular isolado dos músculos dolorosos. Trabalhamos o efeito analgésico que o exercício proporciona ao corpo.

Ao utilizarmos o exercício como analgésico, a plasticidade cerebral relacionada à dor crônica é modificada.

Alguns estudos já mostram que o exercício não precisa ser focado no local da dor, já que seu efeito é sistêmico e atua no corpo inteiro.

O exercício feito na parte não dolorosa do corpo pode ter efeitos analgésicos sobre a parte dolorosa, já que os mecanismos da dor crônica vão além de um único ponto local.

Então, uma pessoa com dor crônica no ombro, por exemplo, pode exercitar as pernas e poderá ter os benefícios das substâncias liberadas na atividade física sentidos, inclusive, no alívio da dor no ombro.

Por que isso acontece?

Existem várias teorias. Uma delas é sobre a atuação da atividade física nos neurotransmissores.

Por exemplo, o exercício aumenta a liberação de serotonina, que promove analgesia e ativa uma via inibitória de dor.

Também pode influenciar outros neurotransmissores, como a dopamina e noradrenalina, aliviando a sensação de dor.

Além disso, já temos evidências de que as alterações moleculares e celulares na coluna vertebral e cérebro no estado de dor crônica podem ser revertidas com exercício.

Ou seja, não faltam motivos e evidências científicas para pessoas que convivem com dor fazerem atividade física.

Mas, lembre-se de que qualquer exercício deve ser supervisionado por um educador físico especializado e acompanhado pelo seu fisiatra.

“Dra., tomei o mesmo remédio para dor que a minha amiga e para mim não deu certo. Por que?”

Essa pergunta é mais comum do que se imagina em um consultório de especialista em dor crônica.

O paciente de dor geralmente já tentou de tudo, de remédio de farmácia a técnicas holísticas para diminuir a sensação de dor.

E, muitas vezes, este paciente traz a história de um amigo que experimentou o remédio X ou a terapia Y, teve ótimos resultados, mas para ele não fazem nem cosquinhas.

Por que isso acontece?

Primeiro, porque a dor é multifatorial. Ou seja, não é apenas um fator que determina a dor, mas um conjunto de coisas.

Então, naturalmente, cada quadro de dor conta com um “quebra-cabeça” único, com fatores únicos que influenciam na percepção da dor daquele paciente.

Além disso, a percepção de dor é uma interpretação do cérebro para determinado estímulo. Funciona assim:

O cérebro recebe um estímulo e interpreta como dor, ou coceira, ou prazer, ou cócegas… Essas sensações são frutos de uma interpretação do cérebro.

 

Em alguns quadros de dor, essa interpretação está disfuncional. É o caso, por exemplo, de doenças como a neuralgia do trigêmeo, em que o simples bater do vento no rosto do paciente pode ser interpretado como dor.

Por isso que um mesmo remédio pode não funcionar para duas pessoas com a mesma dor. Por que trabalhamos com interpretações do cérebro sobre estímulos e isso varia de caso para caso.

No tratamento, trabalhamos de forma personalizada, atendendo cada caso em sua individualidade, contemplando as diferentes áreas da vida que são acometidas pela dor (e que potencializam esta mesma dor).

Viver com mais qualidade de vida e menos dor é possível!